Hoje em dia há uma nova e curiosa classe denominada “mães agenda”. São mães (às vezes também são pais) acostumadas a vasculhar as agendas de seus filhos, tenham estes seis ou dezesseis anos.

Quando os filhos chegam em casa, revisam cada uma das tarefas, deveres e provas que as crianças têm previstas. É óbvio que é importante estar a par desse tipo de assunto, mas também não é preciso vigiar cada dado de cada obrigação acadêmica das crianças.

A justificativa sempre é ” Mas se eu não pegasse no pé, ele não faria nada”.No entanto, também não foi dada à criança uma oportunidade para que ela tente fazer as coisas sozinha.

” Mãe agenda” ou “pais helicópteros” são pessoas que “sobrevoam” a vida de seus filhos, supervisionando, vigiando cada movimento. Em essência, eles evitam que as crianças se tornem adultos maduros e autossuficientes, negando oportunidades a eles, cercando seus espaços pessoais até criar uma autêntica bolha ao seu redor.

Hoje em dia as crianças dispõem de menos liberdade que as gerações passadas. Profissionais de educação infantil afirmam que, nos jardins de infância, encontram-se crianças um pouco mais desajeitadas, que ainda não acabaram de desenvolver parte de sua função motora ou sua motricidade fina.

Uma prova comum : crianças grandes com capacidade de andar , mas são transportadas em carrinhos para tornar a viagem ” confortável ” como assim? Até hoje não encontro fundamento nisso gente !

Por que isso acontece? O que há por trás da superproteção? Basicamente, o medo que os pais têm de que aconteça algo ruim com seus filhos, a necessidade quase obsessiva de ter cada aspecto da vida da criança sob controle, aspirando oferecer-lhes, assim, uma vida perfeita, sem traumas e erros.

Criam uma criança insegura , ansiosa , com baixo nível de frustração . Quando enfrentadas , suas vontades podem não serem atendidas na vida real , facilmente apresentam um comportamento agressivo . Na fase adulta encontram dificuldades em se estabelecer no mercado de trabalho ou na escolha da profissão.

Os educadores empurram as crianças em direção à porta do amadurecimento, mas algumas vezes os pais estão do outro lado, evitando que isso ocorra.

Não é preciso ter medo. As crianças não quebram e precisam crescer tendo oportunidades de aprendizagem. É aí que devemos oferecer nossa confiança a eles, sempre guiando, mas não levantando as barreiras da superproteção.

Fica a dica.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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