Você acha que é fácil decorar o tanto de vacina que existe para ser usada em crianças? A cada ano temos uma novidade no calendário vacinal : aumenta dose , diminui , lançamento . E ainda temos o calendário do SUS e o preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Não é à toa que todo congresso há uma palestra somente para tratar deste assunto.

A primeira vacina foi criada em 1796 e de lá pra cá muita coisa mudou. Existem tantas vacinas que o seu bebezinho toma uma por mês!

A vacina age estimulando o organismo a produzir anticorpos contra um determinado microrganismo, sem que, para isso, seja preciso ficar doente.Quando uma criança é vacinada, é como se o corpo recebesse uma imitação da doença, mas muito mais fraca.

Algumas vacinas são compostas por partes dos vírus ou bactérias , algumas por toxinas e outras por vírus atenuados.

A forma da vacina oral é feita com vírus atenuados. Isso significa que o agente infeccioso é processado em laboratório e perde seu poder nocivo. Uma vez no corpo, ele se reproduz e provoca a resposta imunológica do organismo da mesma forma como o vírus que causaria a doença.

Já a vacina injetável pode usar o agente infeccioso inativado. Ou seja, ele está morto, incapaz de se reproduz dentro de nós ou de provocar a doença.

Outra diferença entre as formas de aplicação é que doenças contraídas pela ingestão de água e de alimentos contaminados têm vacina oral. É o caso do rotavírus e do vírus da pólio. Assim, a gotinha faz o mesmo trajeto do vírus. “Além de estimular o organismo a produzir anticorpos, elas oferecem proteção às áreas mais sensíveis, como boca, estômago e intestino”, diz Jarbas Barbosa, secretário de Segurança em Saúde do Ministério da Saúde.

Já contra doenças transmitidas pelo ar – como tuberculose, difteria, coqueluche, sarampo e caxumba -, só resta a injeção.

Cientistas estão desenvolvendo uma injeção única para todas as doenças . A vacina realizaria a liberação de partículas gradualmente , estimulando o sistema imunológico para cada doença.

Imagina como seria bom ? Você daria uma única dose e o seu filho estaria protegido de todas as doenças.

Mas que presente seria para nós , pediatras , que enfim só teríamos uma vacina para avaliar…

Vamos aguardar!

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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