Poxa Bela G, se não fosse o erro ( vegetariano não come carne , nunca) eu concordaria totalmente com você!😘

A dieta vegetariana é outro tema polêmico . Especialistas são unânimes quanto às restrições de vitaminas e o quanto pode prejudicar o crescimento e desenvolvimento.

As crianças possuem um metabolismo acelerado e necessitam de uma grande variedade de nutrientes para se desenvolver.Como o apetite delas é pequeno , há a necessidade de uma refeição de qualidade em uma porção reduzida.O problema da refeição vegetariana e que possui muitas fibras , dando saciedade às crianças antes de nutri-las.Então, como equilibrar os valores da família e as necessidades nutricionais ?

Para uma dieta vegetariana , os pais devem:

-realizar acompanhamento rigoroso de peso e estatura com o pediatra ;

– avaliação nutricional e cardápio adequado;

– suplementação de vitaminas , principalmente ferro , cálcio e vitamina B12;

Sim, os benefícios de retirar a carne do cardápio existe.Mas não dá para negar que, por não aceitar qualquer alimento de origem animal, como na dieta vegana, a alimentação se torna altamente restritiva e, se não for feita de forma correta, pode trazer problemas à saúde. Afinal, a falta de leite e derivados pode aumentar a deficiência de cálcio, enquanto a ausência das carnes brancas e vermelhas prejudica o consumo adequado de ferro, proteínas e vitaminas B12 e D. Por esse motivo, a Sociedade Brasileira de Pediatria faz ressalvas sobre o veganismo : segundo Virginia Weffort, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças que seguem uma alimentação tão restritiva podem ter seu desenvolvimento comprometido:

“Como a criança não tem discernimento para saber o que é bom e ruim para a sua alimentação, os pais precisam estar cientes da importância de identificar boas fontes de cálcio, ferro, zinco, ômega 3, vitamina B12 e vitamina D, que são perdidos com essa dieta, e fazer um trabalho conjunto com o pediatra e nutricionista a toda hora”.

Em alguns casos, quando a suplementação não é suficiente, a criança pode desenvolver anemia, crescer menos e ter seu sistema imunológico prejudicado. “Diante da impossibilidade de atingir as necessidades nutricionais específicas para cada faixa etária, a suplementação com cápsulas e comprimidos será necessária. E o natural e mais saudável é consumir o alimento como fonte de vitamina, não remédios”, completa Virginia.

Fica a dica.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

um comentário

  1. A questão e polêmica, segundo o Professor Titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UNESP, em Botucatu, São Paulo, Roberto Carlos Burini, também Coordenador do Centro de Metabolismo e Nutrição da mesma universidade, onde realizou uma pesquisa neste sentindo há alguns anos, “o vegetarianismo, quando na sua forma mais restrita, é absolutamente não recomendado para crianças, tratando-se de uma dieta incompatível com as necessidades de qualquer pessoa em desenvolvimento”, alerta, acrescentando que a restrição completa de produtos animais pode ser ainda prejudicial para o feto, quando praticada pela gestante. O professor é taxativo em dizer que uma dieta alimentar que não inclua qualquer fonte de proteínas animais pode ser até mesmo catastrófica para uma criança e mesmo para um adolescente, causando retardo no crescimento, alterações funcionais graves de vários órgãos, como o intestino, deficiência imunológica, anemia e até infertilidade. “É uma irresponsabilidade submeter uma criança a uma dieta como a veggy”, diz. Na opção por uma dieta vegetariana para a infância, ele recomenda que se escolha a menos restritiva, a lacto-ovo-vegetariana, mas ainda assim sugere uma visita a um nutricionista para informar-se das quantidades recomendadas como seguras para o desenvolvimento normal da criança.

    Ainda, de acordo com a American Heart Association, American Câncer Society, National Cholesterol Education Program e Comitê para Dieta e Saúde do National Research Council, a menos que os vegetarianos estritos escolham um equilíbrio apropriado de alimentos, eles correm o risco de diversas deficiências, especialmente a vitamina B12, presente somente em alimentos de origem animal e um número muito limitado de alimentos especialmente enriquecidos. “Seria, portanto, recomendável que os adeptos de uma dieta vegan tomassem suplementos de vitamina B12 prescritos por um médico, em especial para mulheres lactentes”, explica o Comitê para Dieta e Saúde. A restrição total de alimentos de origem animal também causa deficiências de riboflavina, cálcio, ferro e aminoácidos essenciais, como lisina e metionina. “Crianças, especialmente, quando não expostas à luz do sol, correm também o risco de deficiência de vitamina D, que pode causar raquitismo secundário”, explicam os órgãos internacionais, que explicam ainda que a falta de zinco pode ocorrer em vegans porque o ácido fítico em grãos integrais liga-se ao zinco, e há pouco zinco em frutas e vegetais. Além disso, níveis baixos de ferritina no sangue (uma medida sensível do estado de armazenamento de ferro) foram encontradas também em adeptos da dieta lacto-ovo-vegetariana, esclarece o Comitê, acrescentando que, em mulheres, a concentração deste déficit é cinco vezes maior.

    Segundo estes organismos internacionais, tem sido notado emagrecimento excessivo e/ou retardo no crescimento entre bebês e crianças vegetarianas e vegans após o desmame, o que denuncia, especialmente nas dietas vegans, a também perigosa baixa ingestão de calorias, especialmente durante as fases iniciais da infância. “Se as necessidades energéticas não são satisfeitas, as proteínas do corpo são quebradas para produção de energia e isto cria problemas adicionais. Por este motivo, a ingestão adequada de energia deveria ser a consideração principal no planejamento dietético vegan”, defendem as articulistas Susan Dingott, M.S., R.D., (integrante da equipe de nutrição do New England Memorial Hospital, em Stoneham, Massachusetts) e Johanna Dwyer, Sc.D., R.D. (diretora do Centro de Nutrição Frances Stern do New England Medical Center Hospitals e professora de medicina (nutrição) e saúde comunitária na faculdade de medicina da Tufts University), em artigo publicado pelo site Quackwatch (www.geocities.com/quackwatch).

    Outro aspecto que deve ser considerado em uma dieta vegetariana restrita é a sua baixa digestibilidade e qualidade protéica. “A qualidade da proteína depende tanto da digestibilidade como da composição de aminoácidos”, explicam as pesquisadoras. De acordo com o estudo divulgado por elas neste site da Internet, a digestibilidade da proteína vegetal em uma dieta vegan para uma criança é de apenas 86%. “Proteína de baixa qualidade é raramente vista nas dietas vegetarianas americanas, exceto entre os vegans ou frugívoros que comem como base pequenas quantidade de um único tipo de vegetal (como arroz ou fruta)”, que alertam para o fato de um único tipo de vegetal normalmente ter proteínas de uma qualidade menor que as originadas pelos alimentos provenientes de animais, porque carecem de quantidades significativas de vários aminoácidos essenciais. (fonte:http://www.pediatriaemfoco.com.br/posts.php?cod=244&cat=12)

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