Sempre trabalhei em hospital, geralmente no Pronto socorro ou UTI e costumo brincar com meus pacientes : quando você passou em consulta eu estava de bom ou mau humor?

Na verdade eu estava doente e nem sabia …. tinha um cansaço extremo e como sempre fui perfeccionista , ficava brava comigo mesma por cometer qualquer deslize, principalmente no atendimento

Até que descobri o nome da doença : Síndrome de Burnout. Já ouviu falar?

Caracterizada por ser o ponto máximo do estresse profissional, pode ser encontrada em qualquer profissão, mas em especial nos trabalhos em que há impacto direto na vida de outras pessoas. É o que acontece, por exemplo, com profissionais da saúde em geral, jornalistas, advogados, professores e até mesmo voluntários.

Pessoas com a síndrome apresentam sintomas como fadiga, cansaço constante, distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, irritabilidade, alterações de humor e de memória, dificuldade de concentração, falta de apetite, depressão e perda de iniciativa.

Evoluem com sentimentos de desesperança, solidão, raiva, impaciência e depressão; muitos pacientes referem o raciocínio lento, memória alterada e baixa autoestima. A segunda característica, com traços emocionais, liga-se à despersonalização ou ceticismo e distanciamento afetivo. O profissional passa a ter contato frio e um distanciamento do cliente.

A terceira fase refere-se mais à produtividade, com baixo grau de satisfação pessoal. A pessoa produz pouco e acha que isso não tem valor.

“…Se colocar um sapo na água quente, ele foge. Mas, se aumentar a temperatura aos poucos, ele não percebe e vai se adaptando até que um dia explode”….

O sono deixa de ser reparador e há o isolamento social. A pessoa prefere ficar em casa , por se sentir cansada o tempo todo , sem energia.

Sem atividades de lazer ou a companhia dos amigos para distrair , o problema só aumenta , porque ficamos com a impressão que a vida seria somente trabalho , trabalho , trabalho…

Para fugir da Síndrome de Burnout

• Abandone o lema “Meu nome é trabalho”. Diversifique as fontes de gratificação e descubra seus hábitos de prazer. Leia mais, vá ao cinema, curta os amigos e os pets.

• Faça uma avaliação sobre custo e benefício: o que a atraiu nesse emprego e a mantém aí? A possibilidade de ajudar as pessoas?

• O salário? Seja qual for a motivação, focalize no que é positivo em vez de olhar os aspectos negativos.

• Terapia : ajuda muito! Na verdade é a tábua de salvação nestes casos.

• Medicação: em último caso o uso de ansiolíticos e antidepressivos .

Fica a dica para 2018.😘

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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