O funk é um gênero musical e no Brasil é raro uma rádio ou festa que não toque uma música da Annita , uma das principais cantoras do segmento.

A polêmica quanto a letra e a dança não se restringe apenas aos pais , mas até pessoas do meio artístico:

Não é raro uma mãe reclamar da filha dançar ou ouvir uma música de funk . A erotização excessiva é o principal motivo.

Mas esse tipo de sensualização na música não veio de hoje. Quem não se lembra da Xuxa e os seus minis shorts? Ou do grupo É o Tchan , aonde a dançarina descia até a boquinha da garrafa ? Tudo isso passando na sua TV nas tardes de domingo , com toda família reunida.

De lá pra cá, foram incontáveis os comerciais de cerveja exibindo fartamente corpos femininos de modo sensual. Publicidade disponível a qualquer horário, para quem quiser ver. A ampla indústria pornográfica também exibe há décadas suas publicações em bancas de jornais de modo livre e desinibido. Sem falar em filmes, novelas e todo um amplo cardápio de produtos em que o sexo é prato principal, oferecido cotidianamente aos cidadãos e cidadãs brasileiras de todas as idades.

Qual o problema de tudo isso?

A erotização leva a uma iniciação precoce da sexualidade.Quando a sexualidade começa a invadir o universo infantil, os pais precisam se preocupar. O que mais se vê nas redes sociais e pelas ruas são crianças imitando coreografias totalmente sensualizadas, deixando os adultos envergonhados e de cabelos em pé.

Crianças são como esponjas e imitam tudo o que veem, inclusive as coreografias das dançarinas de axé e de funk. E apesar de o mundo “respirar” sexo, as crianças sabem mesmo o que estão fazendo? Sabem o apelo erótico que certas letras e coreografias trazem?Com certeza não!

Fotos extraídas da internet

O ato de dançar é consciente para os pequenos, mas não há para eles um sentido erótico, pois não conhecem, ou não deveriam conhecer, o significado sexual. A erotização de maneira natural e gradual começa na pré-adolescência. E, segundo a psicóloga, expor os filhos pequenos a danças sensuais, cenas de sexo, novelas e filmes inapropriados para a sua faixa etária incentiva e contribui para uma erotização e até a puberdade precoce.

Aqui em casa impera o método da “bolha musical” .Aprendi esse conceito em um site de mães e acho que exemplifica bem : limitar o que meus filhos ouvem.

Eu sei que nas escolas e nas festas as crianças têm contato e querem ouvir ou aprender a coreografia, muitas vezes somente para perturbar as mães . Uma vez minha filha não parava de cantar “Despacito” e a sua motivação acabou quando eu assisti o clipe com ela .Neste momento o ” proibido” acabou e a música perdeu a graça , porque eu mostrei a ela outras formas de música e de dança mais interessantes .

Cada coisa tem o seu tempo.

Cada etapa da vida o seu momento.

Por que diminuir um tempo de ingenuidade e pureza tão curtos e preciosos nos dias de hoje?

Fica a minha opinião.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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