Acordamos atrasadas e temos que levar nosso filhos para escola , fazer as lancheiras e organizar as mochilas . No meio do caminho , ficamos sabendo que a máquina de lavar quebrou. À noite tem encontro de família. A hora do almoço vira solução para resolver os problemas e, na saída do trabalho, é passar no mercado correndo. Nesse meio tempo, um sanduíche com suco de laranja teve que segurar a fome. É , ingerir a dose diária necessária dos nutrientes não foi fácil. Você se reconheceu nessa correria? Eu também.

Mesmo fazendo um planejamento cuidadoso das refeições, que nem sempre se consegue fazer, há alguns jeitinhos para manter a ingestão de certos elementos nutricionais .Uma tendência dos últimos tempos é uma nova estratégia: os alimentos fortificados.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o acréscimo de vitaminas pode ser feito através de um alimento enriquecido (que já contém o nutriente, porém, em baixa concentração) ou fortificado (não contém o nutriente específico) no qual foi adicionado um elemento com a finalidade de reforçar seu valor nutricional.

O enriquecimento e a fortificação dos alimentos são de grande importância na saúde pública em diversas faixas etárias, desde a infância até a terceira idade ou ainda em gestantes, lactantes e na recuperação nutricional de doenças, pois nem sempre a alimentação diária supre as necessidades de proteínas e gorduras essenciais ( ácidos graxos da séries ômegas 6 e 3) e a de minerais (cálcio e fósforo), micronutrientes (ferro, zinco, iodo, selênio) e vitaminas ( C, D e ácido fólico).

Ainda não existem levantamentos sobre quantos desses produtos foram lançados nos últimos anos, mas basta uma rápida olhada pelas prateleiras dos supermercados para encontrar leite, iogurte, farinha, bolacha e afins com esse rótulo.

Para que possam ostentar o título, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que os alimentos enriquecidos devem fornecer, na porção diária ingerida, pelo menos 60% da quota recomendada para adultos.

Com o corre-corre dos dias de hoje fica difícil oferecer uma alimentação saudável e rica em vitaminas . O trunfo dos alimentos fortificados vem justamente disso: oferecer mais nutrientes em um único alimento.Se um rótulo estiver escrito enriquecido e outro não , mesmo que sejam equivalentes , as pessoas optam pelo primeiro.

Mas será que vale o preço?

Fazer refeições equilibradas e saudáveis é uma vitória para a saúde. Mas saiba que esses acréscimos aos alimentos do dia a dia são bastante importantes para a saúde da população em geral. Esse é o o caso do ferro , ácido fólico e iodo.

Devido os altos índices de anemia e de doenças causadas pela deficiência de ferro e ácido fólico, na população brasileira, levaram o Ministério da Saúde e a Anvisa tornar obrigatória a fortificação das farinhas de trigo e milho.Cada 100g de farinha de trigo e de milho deve conter 4,2 mg de ferro e 150 mcg de ácido fólico. Com isso, as farinhas e produtos, como pães, macarrão, biscoitos, misturas para bolos, entre outros, apresentam maior quantidade de ferro e ácido fólico em sua formulação final.

E o iodo?

Cerca de 2 milhões de pessoas estão numa situação de risco nutricional em relação ao consumo de iodo.O principal veículo para a fortificação é o sal de cozinha, entretanto ocorrem também em outros alimentos como pão, água, leite, açúcar.

Devido à fortificação de iodo no sal de cozinha, em muitos países a carência desse nutriente tem diminuído. Porém atualmente, tem-se observado o aumento de distúrbio da tireóide que estão sendo atribuídos a alta ingestão desse alimento, geralmente associado ao aumento do consumo de sal de cozinha, por esse motivo a concentração de iodo utilizada na fortificação está sendo revisada.

Por que então ainda temos crianças com anemia ?

A presença do ferro ou vitamina não justifica o uso de alimentos calóricos . Por exemplo , uma margarina com gordura trans / saturada com adição de ômega 3 não vale o consumo. Oferecer uma bebida achocolatada por ter cálcio e vitaminas , também não.

Certa vez uma mãe questionou o por quê o filho dela estava com anemia se recebia leite com enriquecido com ferro.Os alimentos enriquecidos não têm a força necessária para garantir a dose diária de uma determinada vitamina ou mineral . A variedade dos alimentos nas refeições é o que garante uma nutrição adequada.

Os pais devem ter atenção redobrada sobre os alimentos calóricos enriquecidos com vitaminas : a bolacha recheada ou um cereal matinal enriquecido não passam ser mais nutritivos por conterem vitaminas . O ideal é buscar alimentos fortificados saudáveis , como iogurtes e cereais integrais , associado a uma dieta equilibrada.

Fica a dica .

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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