A alergia é a doença do século. Hoje, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia , cerca de 30% dos brasileiros têm algum tipo de alergia, sendo a maior parte dos diagnósticos de alergia do tipo respiratória ou alimentar.

As respostas imunológicas nem sempre são óbvias. Quando uma pessoa alérgica a cosméticos usa esmalte, por exemplo, a reação não vai aparecer na unha, mas no pescoço e nas pálpebras. Em geral, as reações podem ser bem diversas: manchas, inflamações, coceira, inchaços, bolhas, descamação da pele e urticária em qualquer parte do corpo — em casos mais graves, é possível que ocorra um choque anafilático, o que pode até levar à morte.

A origem das reações alérgicas é o tópico mais misterioso das pesquisas da área. A questão é que ninguém nasce alérgico, a pessoa adquire a doença no decorrer da vida. No entanto, cientistas estimam que haja uma relação genética: filhos de pais e mães alérgicos têm muito mais chances de desenvolver o problema.

Outro fato importante é que as alergias podem surgir em qualquer momento da vida, pouco importa a idade. Contudo, as crianças são muito mais propensas do que os adultos: segundo o American College of Allergy, Asthma and Immunology, 70% das alergias aparecem antes dos 20 anos

Se você observar que a sua alergia do seu filho não melhora com o controle ambiental e que cada vez está necessitando de doses maiores e mais freqüentes de medicamentos antialérgicos para controlar os sintomas, você deve consultar o pediatra para avaliar a possibilidade de um tratamento com vacinas de alérgenos, que pode aliviar mais profundamente seus sintomas, ou possivelmente curar sua alergia.

Tratamento com imunoterapia

A imunoterapia pode ser indicada para pessoas sensíveis aos ácaros da poeira doméstica, pólens, fungos e venenos de insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas). De modo geral, a sensibilização a estes alérgenos está associada a manifestações respiratórias (rinite e asma) e a reações graves, como a anafilaxia por picada de insetos. Não existe indicação de imunoterapia para alergia a alimentos ou para alergia por contato e medicamentos.

A técnica consiste na redução da sensibilidade do sistema imunológico ao que causa alergia . Ensinamos o corpo a deixar de reagir de forma exagerada frente a um pelo de cachorro ou a ácaros .

A imunoterapia com alérgenos, também chamada de vacina para alergia, é uma forma de tratamento utilizada há mais de 50 anos com o objetivo de diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. O tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável ( 1 a 3 anos). A imunoterrapia induz uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica.

A vacinação antialérgica é o único tratamento que interfere no mecanismo básico da doença alérgica. Isto quer dizer, as vacinas de alérgenos tratam a causa da sua alergia, ao invés de apenas controlar os sintomas, como os antialérgicos.O princípio do tratamento com vacinas é a administração gradual de pequenas quantidades do alérgeno causador da alergia, que estimulam seu sistema imunológico a desenvolver tolerância ao alérgeno.O tratamento pode ser realizado por via oral ou por uso de medicação injetável.

A imunoterapia não tem relação com as vacinas orais de lisado bacteriano.Esse tipo de medicação não é feita por substâncias alergênicas , mas sim por bactérias ( em mortas , em pedaços) para aumentar a imunidade das crianças .

A imunoterapia pode ser indicada para pessoas sensíveis aos ácaros da poeira doméstica, pólens, fungos e venenos de insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas). De modo geral, a sensibilização a estes alérgenos está associada a manifestações respiratórias (rinite e asma) e a reações graves, como a anafilaxia por picada de insetos. Não existe indicação de imunoterapia para alergia a alimentos e para os quadros de alergia por contato.

As vacinas para alergia provocam diminuição dos sintomas de rinite e asma, com melhora perceptível na qualidade de vida da pessoa alérgica. Em pacientes com rinite existem estudos demonstrando que a imunoterapia pode prevenir o surgimento de sensibilização para outros alérgenos e também impedir a evolução de rinite para asma.

Para as pessoas que são alérgicas a veneno de inseto , a reações podem ser graves , provocando falta de ar , taquicardia e até choque anafilático .Nestes casos , o emprego de imunoterapia é muito eficaz em bloquear a reatividade do alérgico, provocando o desaparecimento da sensibilização alérgica.

Quem pode fazer uso da vacina?

Nos pacientes com comprovação de sensibilização alérgica por teste cutâneo ou no sangue, nas seguintes doenças:

• Rinite alérgica

• Asma

• Dermatite atópica

•Conjuntivite alérgica

•Reação grave a venenos de insetos.

Fica a dica.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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