Pesquisadores de uma faculdade americana observaram que enquanto na população em geral houve um aumento de 1% na incidência de pedra nos rins , na faixa etária infantil o aumento foi de 26%! Vivemos uma verdadeira epidemia de pedra nos rins nas crianças . Por quê?

A pedra no rim , ou nefrolitíase , ocorre por vários fatores : genéticos , ambientais e nutricionais . O nosso estilo de hora mudou muito nas últimas décadas , com o aumento do consumo de alimentos industrializados e do sedentarismo.

O que antes era uma doença de adultos, agora está ocorrendo muito mais cedo na vida, de modo semelhante ao que vimos acontecer com a obesidade e o diabetes. Mas a diferença entre a nefrolitíase e estes outros problemas comuns da infância é que a incidência do problema tem aumentado em uma velocidade muito maior do que a dessas outras doenças. E isto ocorre devido a razões que ainda não conhecemos inteiramente.

O que provoca pedra no rim?

O consumo de alimento industrializado , refrigerantes e sucos artificiais reflete no aumento de sódio . O excesso de sódio altera o metabolismo renal , pois para eliminar o sódio , o corpo passa a eliminar mais cálcio , aumentando a concentração de oxalato de cálcio nas vias urinárias .

O oxalato de cálcio elevado e pouca ingesta de água são fatores favoráveis à formação da pedra renal , que entope as vias urinárias , os canais por onde a urina passa antes de ser eliminada . O fluxo fica parcial ou totalmente interrompido e leva a infecções urinárias de repetição , sangramentos e dor.

A dor da cólica renal é uma das mais importantes e frequentemente necessita de tratamento hospitalar , através de medicação por via endovenosa para alívio da dor.

Onde dói a cólica renal?

Embora a dor lombar seja o principal sintoma das pedras nos rins, não é só essa parte do corpo que sofre com as cólicas renais. Há toda uma região que começa nas costas, segue pela lateral do abdome, barriga e desce até a altura da bexiga que pode doer – e muito! – normalmente de um lado só. No caso das crianças maiores, fica mais fácil imaginar o que está acontecendo porque elas já conseguem localizar a dor. Mas com as menores é preciso observar outros sintomas.

Qual o tratamento ?

O que é feito em seguida depende da gravidade da situação e da posição do cálculo. Se houver uma obstrução séria ou alguma infecção associada, aí o caso é urgente e precisa ser resolvido de forma rápida e cirúrgica. Se não houver essa necessidade, os pais devem esperar que a pedra seja expelida através de uma hipérbole hidratação , ou seja , que a criança beba bastante água para expelir a pedra.

O tratamento deve ser individualizado e depende da idade do paciente, do tamanho e da localização do cálculo, e da presença ou não de infecção urinária. A intervenção cirúrgica pode ser aberta ou endoscópica.

A litopripsia [técnica que visa degradar a pedra para reduzi-la de tamanho, possibilitando a eliminação pelas vias naturais] também pode ser indicada em pediatria, a critério médico.

Fica a dica.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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