Quem consegue impedir os filhos de brincar em uma cama elástica, ou no famoso “pula-pula”, como aqueles castelinhos infláveis? Obviamente, ninguém. E é justamente por isso que cada vez mais pesquisas têm alertado para que os pais sejam conscientes de seus perigos.

Recentemente, um estudo feito pela Academia Americana de Pediatria revelou que camas elásticas não são seguras para crianças menores de 6 anos.No Brasil, não existem dados oficiais e a Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica utiliza as mesmas regras de segurança americanas.

Um estudo realizado pelo Nationwide Children’s Hospital descobriu que entre 1995 e 2010 houve um aumento de 15 vezes no número de ferimentos relacionados a brinquedos infláveis nos EUA, tratados nas emergências entre crianças menores de 18 anos.

Cerca de 30 crianças por dia, ou cerca de uma criança a cada 45 minutos, foram tratadas nos prontos-socorros dos hospitais americanos por conta de lesões associadas a brinquedos infláveis.

Sem orientação adequada sobre os perigos embutidos nas camas elásticas, que proliferam por casas de festa e parques públicos, os pais, na maior parte dos casos, só se dão conta do risco quando já é tarde.

Tipos de lesões

Fraturas (28%) e distensões ou torções (27%) foram os tipos mais comuns de lesões. Cerca de uma em cada cinco lesões (19%) foi na cabeça ou pescoço, demonstrando que o uso destes brinquedos podem representar sérios riscos. Na cama elástica, ferimentos na cabeça e no pescoço foram responsáveis por mais de 10% de todas as lesões.

Quedas (43%) foram a causa mais comum de lesão, seguida de acrobacias e colisões.

O que fazer?

O que os pais devem fazer, então? Impedir seus filhos de brincar em tais atrações? Levando em conta que isso seria praticamente impossível, os pesquisadores sugerem algumas outras atitudes.

• supervisão do brinquedo por um monitor : assim reduz a superlotação e que crianças maiores brinquem com as menores ;

• normas mais rígidas para brinquedos infláveis ;

• cuidado com o estado de conservação : a recomendação da ONG Criança Segura é que os pais observem se, brinquedos com partes metálicas , como molas ou grades , estão protegidas com tecidos .

As molas ou grades podem causar uma lesão grave durante a brincadeira , como amputação ou fratura exposta.

Todo fim de semana chega ao hospital uma criança com lesão provocada por brinquedo inflável. O objetivo deste post é justamente alertar quanto aos riscos e orientar aos pais a supervisão permanente , principalmente nos menores de 10 anos.

Fica a dica.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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