De acordo com a lenda que se espalhou rapidamente pela web, a Momo é um espírito maligno que pode entrar em contato com você ou pode ser invocado. Neste caso, através de uma ligação ou por mensagem no WhatsApp.

Ao ser contactada ou ao entrar em contato com a Momo, você descobre que, apesar de o DDD +81 indicar que o número é originário do Japão, ela fala vários idiomas e sabe algumas coisinhas sobre você, como o seu nome e país em que vive, por exemplo.

A Momo não passa de um programa de computador  e é por isso que ela é tão espertinha e fala vários idiomas. Criado para pregar peças nas pessoas e é importante alertar que eles podem roubar algumas informações do usuário.Ao ter acesso ao seu número, o bot consegue descobrir seu nome, sua localidade e, vez ou outra, pode até descobrir coisas mais secretas.

Por isso , especialistas em seguranças online estão pedindo para que as pessoas evitem entrar em contato com a Momo, mesmo que seja só para brincar. Caso tenha feito isso, o ideal é bloquear o número e evitar mais interações, já que a sua pode estar privacidade em risco.

Por que em alguns casos as crianças morreram?

Algumas crianças acessaram o WhatsApp e foram apresentadas a um jogo semelhante ao da baleia azul , com desafios de asfixia . A Momo foi criada desta forma ? Difícil saber , pois pode ter sido usada como ” isca” por alguns usuários . Os participantes do desafio podem ser incitados ao suicídio, violência, sofrer assédio e se tornarem vítimas de roubo de informações pessoais.

Como proteger as crianças?

Vídeos , sites , facebook , Instagram … como proteger seu filho na internet? A resposta para muitos pais é simples : bloquear conteúdo . Mas funciona?

De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas ( ONU) , diariamente mais de 175 mil crianças acessam a internet pela primeira vez no mundo, ou seja, um jovem entra na rede a cada meio segundo. E, apesar dos riscos, de um modo geral a rede pode desempenhar um papel fundamental na educação e desenvolvimento do seu filho.

Qualquer criança sabe mexer em um celular e rapidamente consegue descobrir como acessar vídeos e outros sites de interesse. Não pense que bloquear ou proibir o uso de eletrônicos irá resolver o seu problema. Você está tampando o sol com uma peneira .

Se o acesso é proibido em casa , seu filho estará protegido? Acho que não . Para isso você teria que bloquear o celular do amigo , o computador do vizinho ou o tablet da mãe da amiga .O bloqueio de sites e até de certas palavras e imagens foi a primeira medida tomada por escolas do mundo todo, numa tentativa de barrar conteúdos inadequados. Mas os alunos logo passaram a se dedicar à tarefa de descobrir como quebrar as barreiras dos softwares de segurança colocados nos computadores das escolas. É uma missão impossível !

As crianças têm facilidade com a tecnologia mas não sabem se proteger na rede , por isso os adultos precisam assumir a educação virtual das crianças e dos adolescentes.

Devemos ensiná-los a utilizar e não proibir . Assim , quando tiverem acesso a algo inapropriado , saberão como proceder.

5 dicas para uma internet segura

1. Coloque o computador em um lugar movimentado : não deixe o computador no quarto , mas na sala ou próximo de você . Assim você poderá sempre bisbilhotar o que anda acontecendo . Afinal , se está tudo em ordem , não há o porquê seu filho esconder de você o que está rolando na web.

2. Faça o primeiro acesso do Facebook e Instagram junto com seu filho: faça o acesso e ensine como utilizar . Tenha as senhas das redes sociais e de vez em quando , visualize os contatos e mensagens . Seja amigo e assim irá visualizar o que for compartilhado .

Segundo os especialistas , nenhuma criança menor do que 12 anos deve ter um perfil em rede social.

3. Veja o histórico : sempre faça uma pesquisa do histórico no computador para ter acesso aos conteúdos mais procurados . Não tente controlar cada passo online de um filho adolescente. Dialogue com ele sobre a vida virtual e mostre como evitar riscos. Assim, ele não a verá como uma bisbilhoteira.

4. Ensine não proíba : se for proibido e ver algo que inapropriado seu filho NUNCA irá compartilhar com você . Vamos explorar juntos e ver como a internet tem coisas interessantes e orientar sobre os perigos , como não fornecer dados pessoais e enviar fotos para desconhecidos .

5.Código de conduta na web : do mesmo modo que estabelecem regras para a diversão no recreio ou um passeio no parque. Deve-se discutir com eles o conceito de identidade, tão alterado nos últimos tempos por causa do advento das redes sociais. Tudo o que se publica ali faz parte da construção da identidade. Nenhuma informação postada passa impunemente. Nessas conversas, os adultos têm de “abrir o jogo” sobre os riscos de assédio, a perda de privacidade e os danos ao se navegar em sites que incitam a violência.

Conviva , participe , acompanhe a vida do seu filho .

Fica a dica .

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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