A maioria das mães que trabalham e que não têm com quem deixar os filhos, quando acaba a licença-maternidade, por volta dos 4 meses, os deixam em creches. E é nesse período que o bebê adoece mais, pois o sistema imunológico ainda está se fortalecendo.

E você não é a única ! Dados do IBGE mostram que houve um aumento de 150% nas crianças matriculadas em creches monotrilho de 2000 a 2012.

Evitar que o pequeno fique doente ao ir à creche é praticamente impossível. A interação com outras crianças , a troca de objetos ( chupetas , mamadeiras , brinquedos ) tudo isso torna propício uma série de infecções e doenças .

A ” Síndrome da Creche” é temida por muitos pais, porque os bebês passam de doença a doença sem descanso algum. Na realidade, não são doenças que tenham muita gravidade, mas infecções típicas da infância e que produzem um grande transtorno na criança e nos pais que podem passar noites acordados limpando vômitos e acalmando as tosses.

Por isso é fundamental que os pais saibam escolher o local mais adequado para colocar seus filhos no período em que não poderão cuidar dele e algumas recomendações devem ser levadas em conta.

Cuidados ao escolher a creche

• Poucas crianças devem permanecer no mesmo ambiente, pois uma grande quantidade por sala, ainda mais fechada, pode aumentar o índice de doenças, principalmente as respiratórias;

• As salas devem possuir um espaço adequado com boa ventilação, além de terem acesso a ambientes abertos e luz solar frequentemente;

• Os professores que cuidam das crianças devem ser devidamente treinados e orientados, além de estarem com a carteira de vacinação em dia, incluindo a vacina sazonal contra a gripe;

• Deve haver comunicação clara entre a escola ou creche e os pais, principalmente quando houver um amiguinho que adoeceu, um surto de doença ou mudança de comportamento da criança;

• A escola ou creche devem ter proibir a presença de crianças doentes no ambiente até que elas estejam curadas. Assim os demais colegas não são expostos ao mesmo perigo;

Doenças que podem ser transmitidas na creche

respiratórias: gripes , resfriados , amidalites, faringites ,pneumonias , meningite ;

oro-fecal : viroses , infecções intestinais , intoxicações alimentares , Síndrome mão -pé -boca;

contato: impetigo , molusco contagioso , micoses.

Os pais ter a consciência de que se a criança que está doente , ela não deve ser mandada à creche ou escolinha pelo risco de agravar seu estado de saúde e contaminar outras crianças. Doente, a imunidade do pequeno vai trabalhar para combater o problema, deixando-o mais suscetível a piorar ou contrair novas doenças.

Além disso, desde quando decidem colocar o filhote na escola, os papais precisam ter um “plano B”, caso a criança fique doente e não possa frequentar a creche. Converse com os avós, amigos e parentes confiáveis, ou até mesmo verifique se é possível tirar um dia do trabalho para cuidar do pequeno. Você nunca deseja que isso aconteça, mas é sempre bom ter uma carta na manga para que a criança cresça saudável .

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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