Será que o excesso de tempo que os pais passam interagindo com seus celulares ou tablets pode ter algum impacto negativo no comportamento das crianças?

Estudos provam que sim!

Ao interromper momentos em família para checar mensagens ou navegar em redes sociais, os pais podem estar contribuindo para um maior risco de problemas de comportamento nas crianças, como birras, manhas e hiperatividade.Por pura falta de atenção … as crianças pedem e necessitam de atenção integral dos pais em momentos família.

Segundo pesquisa global realizada pela AVG Technologies, no ano passado, os filhos se sentem trocados por smartphones dentro de casa. O estudo mostrou que, em comparação com outros países, os pais brasileiros são os que mais usam dispositivos móveis em excesso. A pesquisa apontou que 87% dos filhos ficam descontentes, com essa situação.

Entre as crianças entrevistadas, 56% afirmaram que confiscariam os dispositivos móveis dos pais se pudessem.

Os filhos afirmaram que frequentemente os pais se distraem usando o aparelho enquanto conversam com eles. No levantamento, 32% dos menores entrevistados afirmaram que se sentiam desprezados quando isso acontece.

De quem é a culpa?

Um fato curioso é que 77% dos pais acham que seus filhos adolescentes se deixam distrair pelos aparelhos e não prestam atenção quando pais e filhos estão juntos. Esse envolvimento pouco sadio com os aparelhos funciona nos dois sentidos: os filhos se sentem ignorados pelos pais, que dão preferência aos aparelhos, e vice-versa.

Não é de hoje que especialistas vêm discutindo o quanto a interação com o mundo virtual pode estar prejudicando a convivência familiar. Já existem campanhas para conscientizar os pais sobre o perigo de se distrair com o celular diante de filhos pequenos, e cinco segundinhos podem fazer muita diferença mesmo .

É a chamada “Era WhatsApp” : sua amiga lembrou de um detalhe “importante” que poderia ter ficado para amanhã, mas mesmo assim ela te mandou um WhatsApp às dez da noite. E quando você vê, já está lá respondendo a mensagem que poderia ter ficado pra depois. Quem sabe isso não agiliza o dia amanhã, não é mesmo? Pura ilusão.

Os cinco minutos que você acha que abriu serão revertidos em pendências que nunca terão fim. Então aqueles cinco minutinhos que você parou pra responder para a amiga e dispersou da brincadeira com a sua filha, serão cruciais no desenvolvimento da relação entre vocês.

E aí : já parou pra pensar quanto tempo do seu dia o seu status está realmente online só para você, ou para sua família?

Podemos falar um monte sobre o uso apropriado do celular, mas se falamos ao celular quando estamos dirigindo ou durante o jantar ou as horas passadas em família, pode ter certeza que as crianças vão captar isso mais rapidamente que qualquer coisa que você lhes diga para fazer.

Dê o exemplo!

Antes de apontar o dedo para o celular do seu filho e brigar , veja se você está dando um bom exemplo e desligando o aparelho ao fechar a porta de casa.

Um terço de pais e de filhos adolescentes concordam que os aparelhos pessoais causam conflitos diários na família.

Dicas

use aplicativos que monitorem o tempo que vocês passam no celular : o recurso permite gerenciar melhor o tempo que você passa conectado no smartphone. A ferramenta fornece informações completas, mostrando todos os apps que você usou ao longo do dia e o tempo individual ou total em cada um deles .

• Planeje momentos em família “desconectados”: pode ser a hora do jantar, a hora de dormir ou quando os pais encontram os filhos após o trabalho. Determine períodos em que os celulares ficarão desligados ou longe do alcance.

• Entenda em quais momentos o uso do celular é mais estressante: se ler as notícias ou checar os e-mails do trabalho são atividades estressantes para você, a melhor opção é fazer isso longe das crianças ou em um momento em que os pequenos estão ocupados.

• Ouça seus filhos. Chame-os para chegar a um consenso junto com eles de que a vida não se limita ao que pode ser visto na tela, e consiga a adesão deles para a definição de limites para eles e toda a família. Deixe que seus filhos o ajudem a definir o que constitui o modo “correto” de usar tecnologia em casa.

Seria uma excelente oportunidade de ouvir o que eles sentem quando você os ignora para ficar trocando e-mails de trabalho ou escrevendo no Twitter tarde da noite.

Fica a dica.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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