Qual o pai que não entra em pânico após ouvir: “escutei um sopro cardíaco durante o exame do seu filho” ?Desespero ,sentença de morte ou morte imediata , tudo isso passa num turbilhão de idéias passa pelas nossas cabeças …. mas não é para tanto!

O sopro no coração é o resultado de um exame e não uma doença. O pediatra e o cardiologista infantil podem determinar se o sopro é funcional (o que significa que a criança está saudável) ou se existe um problema cardíaco específico.Cerca de 35% dos casos em crianças de 2 a 8 anos apresentam o ” sopro inocente” , isto é , não representa nenhuma doença . Também chamado de sopro funcional.

Sopro em recém nascidos

O sopro pode ser detectado em diversas circunstâncias. Nos recém-nascidos, ao se realizar a primeira exploração, o neonatologista pode perceber um sopro, que desaparece em horas ou dias, e que só reflete o ajuste que a circulação do bebê faz ao mudar as condições presentes no seio da mãe às existentes no exterior. Também é possível que, nessa idade, o sopro seja produzido por uma pequena anomalia que pode se curar espontaneamente nas seguintes semanas ou meses.

No casos dos bebês , a doença cardíaca mais comum é decorrente de malformação congênita. Durante o desenvolvimento do feto , algumas partes do coração não se formam adequadamente , gerando alterações na função cardíaca. Nos casos mais graves o bebê apresenta alguma sintomas associado:

• boca pode ficar roxa quando a criança chora , chamada de cianose central;

•tem uma sudorese intensa quando mama ;

•não tem ganho de peso adequado .

A maioria das malformações congênitas possui resolução espontânea , isto é , ocorre a ” reforma” do coração durante o crescimento , resolvendo o problema. É raro o tratamento cirúrgico, geralmente reservado a casos mais graves.

O teste do coração , ainda não obrigatório, é realizado na maioria das maternidades e serve como instrumento para triagem de possíveis cardiopatias graves.Fique atenta!

Sopro em crianças maiores

Crianças que possuem um desenvolvimento normal , sem nenhuma complicação , provavelmente possuem o sopro funcional .

Mas e se ela sempre foi saudável e tiver uma doença cardíaca não diagnosticada?

Muito difícil de acontecer , pois os sinais são claros e sempre haverá algum sintoma associado.

Amigdalites tratadas inadequadamente , com o tempo do antibiótico reduzido ou alterado por conta própria , podem levar a uma doença conhecida como Febre Reumática. Essa doença é uma das causas mais comuns de sopro cardíaco na infância .

Por isso é fundamental seguir sempre o tratamento recomendado e levar a criança com frequência ao pediatra.

Como saber se é funcional ou doença?

Há vários exames que podem ser realizados para definir o diagnóstico: raio x de tórax , eletrocardiograma e ecocardiograma . São métodos simples e não invasivos ou dolorosos .

Definido o diagnóstico , o cardiologista infantil ou o pediatra irá optar pelo tratamento ambulatorial ou cirúrgico.

Atenção !

•Não imagine que seu filho entre dez e vinte anos é portador de uma cardiopatia grave se foi detectado um sopro cardíaco nessa fase. Estudo realizado em Belo Horizonte com 500 estudantes saudáveis mostrou que mais ou menos 30% deles eram portadores de sopros fisiológicos;

• teste do coração : método simples e fácil de realizar no ambiente hospitalar. Exija do seu pediatra.

• Doença cardíaca há 40 ou 50 anos atrás era um atestado de morte prematura , mas a medicina evoluiu muito neste tempo , e os métodos de imagem para fazer o diagnóstico também;

• Pode deixar chorar , pode educar , pode ter uma vida normal . Não haverá nenhuma restrição para a criança no sopro funcional.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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