Durante os seis primeiros meses de vida, a alimentação do bebê se resume ao aleitamento materno exclusivo, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Passado esse período, começa a transição para as primeiras papinhas – fase que pode ser aguardada com bastante ansiedade pelos pais. No entanto, a introdução de novos alimentos ao cardápio da criança deve ser feita com muito cuidado, principalmente em relação aos iogurtes e ao petit suisse (aquele queijo fresco, não maturado, que costuma fazer muito sucesso entre as vovós).

Como o iogurte tem proteína intacta, sua digestão se torna mais difícil e, por isso, só deve ser consumido depois do primeiro ano de vida, assim como o leite de vaca. Depois disso, até os dois anos, o ideal é que sejam oferecidos apenas iogurtes naturais com frutas, sem corantes e sem açúcar.

Antigamente, as pessoas achavam que era uma boa opção para aquela fase em que o bebê começa a comer papinhas e que era interessante usá-la para variar o cardápio. Mas os anos passaram e hoje sabemos que não é saudável, então temos que batalhar para convencer as mães de que esse não é um produto que faz bem para crianças menores de 1 ano.

Cuidado com os excessos

Iogurtes são considerados por muita gente um alimento saudável, mas um estudo feito no Reino Unido mostrou que muitos destes produtos escondem um poderoso vilão : o açúcar . Em vários produtos testados , a quantidade de açúcar encontrada é superior à de um refrigerante , por exemplo.

A divulgação deste estudo ocorre na mesma época em que o Ministério da Saúde negocia com a indústria alimentícia a redução da quantidade de açúcar nos produtos industrializados, como os iogurtes.

O resultado desse estudo é muito preocupante, porque iogurtes são vendidos como produtos saudáveis e são muito consumidos por crianças.

Os piores tipos

As sobremesas lácteas , com chocolate ou caramelo , possuem cerca de 16 g de açúcar por 100 g do produto , por exemplo. Se comprado ao refrigerante a base de cola , que tem cerca de 10 g por 100 ml , é muito mais calórico .

Lógico que o objetivo do post não é trocar o refrigerante pelo iogurte , mas sim de alertar sobre o uso de uma sobremesa ou lanche , considerado saudável pela maioria da população , como uma grande fonte de calorias .

O consumo de açúcar vem aumentando no Brasil, mas não o de mesa e sim aquele adicionado a alimentos ultraprocessados, porque é um ingrediente barato, e a indústria se aproveita disso e coloca uma quantidade elevada, o que adapta o paladar da criança a consumir produtos cada vez mais doces .

Já para quem costuma oferecer iogurtes como sobremesa, fica a ressalva: isso pode criar um mal hábito. Uma criança que toma um iogurte após o almoço, provavelmente é porque não se alimentou bem durante o almoço ou o jantar. Estimular essa rotina pode incentivar seu filho a comer cada vez menos esperando pelo que vem depois. Portanto, o ideal é servir esses produtos num lanche intermediário .

Isso não quer dizer que eles não possam ser oferecidos de vez em quando. O leite fermentado pode ser tomado, no máximo, uma vez por dia a partir dos dois anos. Já os achocolatados e os petit suisse , eventualmente . Dê preferência aos iogurtes naturais , que podem ser misturados as frutas ou granola , por exemplo.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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