Há 50 anos, o diagnóstico de câncer nas crianças era encarado quase como uma sentença de morte. As crianças recebiam o tratamento de mini- adultos e não se levava em conta que eram seres em crescimento e respondiam mal ao tratamento.

Hoje, a maioria dos casos é curável. A taxa média de cura do câncer pediátrico no Brasil é de cerca de 70% . No entanto, para obter esses números, é essencial que o diagnóstico seja feito precocemente, com um tratamento  realizado em centros especializados. O problema é que nem sempre a doença é descoberta no seu estágio inicial, principalmente porque alguns sintomas – como febre persistente, manchas rochas pelo corpo, gânglios e dores nos ossos ou no abdome – podem se confundir com os de outras doenças muito comuns na infância.

Quais os tipos mais comuns ?

• Leucemia Linfocítica (ou linfoide) Aguda: LLA é o câncer mais comum na infância e representa 30% do total de casos.

• Tumor de Wilms: pode afetar um rim ou ambos e é mais comum entre crianças na faixa dos 2 a 3 anos de idade. Representa de 5% a 10% dos tumores infantis.

• Tumores do Sistema Nervoso Central (encéfalo de medula espinhal): são comuns em crianças, ficando atrás apenas das leucemias e linfomas.

Por que as crianças têm câncer?

As causas do câncer infantil não são totalmente conhecidas. Nos adultos o surgimento de neoplasias está associado ao estilo de vida e a fatores de risco ambientais, ao contrário do que ocorre com o câncer pediátrico.

O que se sabe é que ele é causado por alterações em células embrionárias primitivas e imaturas, isto é, ainda em fase de crescimento, o que faz com que a evolução da doença geralmente ocorra de forma mais acelerada nos pequenos do que em indivíduos mais velhos.

Entre as crianças, na maioria das vezes não há uma causa hereditária para a doença.

Dá para evitar ou prevenir?

O Instituto Nacional Combate ao Câncer publicou um folder para ajudar pais e profissionais da área médica para identificar as principais características e realizar um diagnóstico precoce :

Os sinais do câncer nas crianças podem ser confundidos com os sintomas das moléstias comuns na infância. A criança tem febre e mal-estar, fica pálida, mais preguiçosa e com falta de apetite. Eventualmente, pode apresentar manchas roxas não justificadas por alguma batida e dores ósseas sem trauma aparente. Além disso, emagrecimento, dor de cabeça e estrabismo (a criança fica vesga de repente) podem ser também sintomas de doença oncológica. O que deve chamar a atenção dos pais e profissionais que convivem com a criança é a persistência desses sinais e sintomas.

Felizmente, câncer em criança é uma doença rara. Por ser rara (até os doze anos de idade, uma em cada 100.000 crianças apresenta a doença), faz com que o médico não pense inicialmente nessa possibilidade, mas ele deve estar atento.

Investigue , questione e se necessário, procure uma segunda opinião .

Fica a dica .

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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