Seu filho é o baixinho da turma. Quando os amiguinhos estão por perto , você faz comparações e fica preocupada. Mas, afinal: como saber se a baixa estatura realmente é motivo de atenção?

Para tirar a dúvida, a melhor opção é procurar o pediatra.O médico irá analisar a chamada curva de crescimento, um gráfico que leva em conta o sexo e a idade para determinar se o paciente está com a altura compatível à faixa etária e com a velocidade de crescimento adequada.

De acordo com a pesquisa, somente 1 em 5 crianças apresenta uma razão médica para a altura abaixo da média.

Qual altura ideal?

No gráfico a seguir temos uma média da velocidade de crescimento de acordo com a idade da criança .

É importante lembrar que não existe uma altura ideal para cada idade e sim uma faixa de normalidade, que abrange várias estaturas, pois cada criança tem um potencial de crescimento individual, que deve ser reconhecido e respeitado. Na puberdade principalmente a variação é bem grande entre indivíduos da mesma idade.

O acompanhamento constante é essencial. A altura não deve ser analisada como uma foto, mas como um filme.

Fatores que atuam no crescimento

Caso seja detectada alguma alteração o pediatra irá investigar a causa. É importante levar em conta se a criança tem baixo peso, anemia, problemas no fígado, nos rins ou na tireoide, intolerância alimentar ou asma .  É  indicado se consultar com um endocrinologista, que fará exames complementares, se necessário.

Existe uma pressão para que as crianças alcancem certo padrão, por razões estéticas. Mas quem deve fazer a avaliação e estabelecer o custo-benefício do tratamento é o médico.

Para fazer o diagnóstico, o melhor especialista é um endocrinologista pediátrico. Ele vai avaliar clinicamente a estatura do seu garoto, o desenvolvimento físico dele e o histórico familiar, além de pedir alguns exames complementares, como dosagem hormonal e raio X de punho, para determinar a idade óssea.

Tem que tomar hormônio?

Na maioria das vezes a criança é baixa, mas a baixa estatura ocorre por ela ter pais baixos ou por ter um crescimento mais lento, mas com uma estatura final normal ( aqueles que demoram para crescer ) .Nessas situações, geralmente apenas se acompanha o crescimento.

Quando a investigação mostra que a baixa estatura resulta de alguma doença, ela deve ser tratada. São várias as causas de um crescimento deficiente, como desnutrição, erros alimentares, incluindo as síndromes genéticas (como nas síndromes de Turner e de Noonan).Para a maioria das causas existe um tratamento específico, definido pelo pediatra ou pelo endocrinologista pediatra que a acompanha.

O hormônio do crescimento só será utilizado em alguns casos .De nada adianta tomar hormônio de crescimento, o famoso GH (sigla do inglês growth hormone), antes de ter segurança absoluta de que é mesmo necessário. Em alguns casos, o medicamento dado à toa é inócuo mas, em outros, podem ocorrer efeitos desastrosos, como crescimento exagerado do nariz, das orelhas, dos pés e das mãos.

Para que a criança tenha condições de crescer de acordo com seu potencial, é importante que ela tenha hábitos saudáveis. Alimentação balanceada, com todos os grupos nutricionais, e fontes de cálcio (como queijo e leite) são essenciais para estimular o desenvolvimento. Além disso, oriente que ela durma o período necessário por noite. Entre 4 e 5 anos, por exemplo, é necessário que descanse de 11 a 12 horas , pois o hormônio do crescimento é secretado em picos durante o sono.

Fica a dica .

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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