Coceira no nariz, sequência de espirros, entupimento e coriza nasal são alguns dos sinais da rinite alérgica — uma das doenças mais frequentes no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, 30% da população possui algum tipo de reação alérgica, sendo que a rinite ocupa o primeiro lugar do ranking em número de casos.

O nariz é o primeiro local por onde o ar passa até alcançar os pulmões . Ele é responsável pela limpeza, umidificação , aquecimento do ar inspirado e possui um complexo mecanismo de defesa.

Por isso, quando fica gripada, a pessoa apresenta obstrução nasal, espirros e coriza, pois seu organismo está tentando protegê-la, impedindo que os vírus alcancem seus pulmões através do ar.

Alergia, na realidade, não significa falta de defesa do organismo. Ao contrário, indica uma defesa exagerada contra agentes que não são potencialmente agressivos ao ser humano. Ou seja, uma pessoa alérgica é hiperreativa a determinadas substâncias que numa pessoa normal não despertam nenhuma resposta.

Essa característica é herdada dos pais. Quando um homem e uma mulher alérgicos tem um filho, a probabilidade dessa criança ser alérgica é de cerca de 50%.

Quais as causas da rinite alérgica?

Poeira, pólen e alguns alimentos são substâncias que podem causar alergia. Aqui no Brasil a poeira domiciliar é o fator de risco mais importante. Ela é constituída por descamação da pele humana e de animais, por restos de pelos de cães e gatos, restos de barata e outros insetos, fungos, bactérias e por ácaros, organismos microscópicos da família dos aracnídeos.

Existem vários tipos de ácaros. Entre todos, o que mais frequentemente está relacionado com a alergia é o Dermatophagoides ssp., nome que significa “aquele que se alimenta de pele”, visto que uma de suas fontes de alimentos é a descamação da pele.

No colchão de nossas camas e nos móveis estofados de nossas casas, podem acumular-se muitos fragmentos de descamação de pele. Exatamente por essa razão, nesses locais, é grande a quantidade de ácaros, aracnídeos que vivem nas camadas profundas dos tecidos, abraçados as fibras.

Sintomas

• espirros

• nariz entupido

• coceira no nariz , olhos e até na garganta

• voz anasalada

Tratamento

Higiene ambiental

A forma mais simples de tratar alergia é evitar o contato com a substância que desencadeia os sintomas. Por exemplo, se o paciente apresenta obstrução nasal, coriza e espirros quando ingere determinado alimento, o mais fácil a fazer é deixar de comê-lo.

O problema é que não é tão fácil evitar o contato com o ácaro, a principal causa de rinite alérgica. No entanto, algumas medidas simples podem ser adotadas para diminuir sua proliferação.

• usar aspirador de pó e passar pano úmido na limpeza da casa;

• retirar carpetes, cortinas, tapetes, bichos de pelúcia, almofadas, móveis e outros e utensílios que possam acumular poeira nos ambientes em que os portadores de rinite vivem.Deve-se também evitar o uso e contato com travesseiros e almofadas de penas;

• usar capas para colchões e travesseiros;

• abra janelas e deixe a casa ventilada ;

• evitar perfumes, produtos de limpeza, produtos para deixar os ambientes com odor agradável, fumaça de cigarro, tintas, inseticidas .

Remédios

Antialérgicos e remédios de aplicação nasal reduzem os sintomas , mas o melhor tratamento é a lavagem nasal diária com soro fisiológico .

Não use descongestionantes nasais tópicos . Essas medicações têm indicações bastante restritas e por tempo limitado. Seu uso de forma contínua pode acarretar inúmeras complicações e dependência da medicação.

O uso de descongestionante nasal em crianças é contra indicado devido ao risco de complicações graves , inclusive ao óbito .

Vacinas antialérgicas

Quando o tratamento feito nestas condições (higiene ambiental e medicamentos) falha, pode-se associar o uso de vacinas antialérgicas. Esse tratamento é longo, porém, quando feito corretamente, diminuí a sensibilidade do doente àquela substância ao qual era alérgico. Muitas vezes, chegamos ao ponto em que não há mais necessidade do uso de medicamentos.

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Escrito por Dra Fernanda Naka

Pediatra

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