Tratamentos alternativos para TDAH

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, conhecido pela sigla TDAH, é caracterizado pela presença de sintomas como desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Estes sintomas surgem, principalmente, antes dos 7 anos de idade e são mais fáceis de identificar nos meninos do que nas meninas. As suas causas não são conhecidas, mas existem alguns fatores genéticos e ambientais, como problemas e conflitos familiares, que podem levar ao aparecimento e persistência da doença.

A vida de quem convive com TDAH

As pessoas que convivem com o TDAH precisam de atenção, tratamento e acolhimento. Isso porque esses indivíduos podem se sentir rejeitados e ter sua autoestima abalada devido aos sintomas causados pelo transtorno. Para se ter uma ideia, crianças que têm TDAH podem ter dificuldade em conseguir brincar com outras crianças, podem tirar notas mais baixas e apresentar maior dificuldade para manter o foco.

Foi observado que 48% dos portadores de TDAH já haviam sido expulsos de outros colégios onde estudavam e 81% das crianças com TDAH apresentaram desempenho inferior ao esperado para a sua faixa de escolaridade, com um atraso escolar de pelo menos um ano ou mais.

É importante dizer que o TDAH não é uma doença, portanto não existe uma cura para solucioná-lo e sim um tratamento para melhor conviver com ele.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico para TDAH é inteiramente clínico, feito por médico especialista em TDAH. Não é necessário exame de ressonância, eletroencefalograma ou qualquer outro que avalie características físicas.

Cada criança, adolescente ou adulto com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade pode responder ao tratamento proposto de forma diferente e, por isso, é tão importante que haja acompanhamento médico, psicológico, educacional e familiar bastante próximo.

O tratamento de primeira linha do TDAH é medicamentoso e feito com drogas psicoestimulantes aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que são o Metilfenidato (MPH) e o Dimesilato de Lisdexanfetamina, ambos com alto poder de eficácia (78%) .

Apesar do nome, essas drogas na verdade têm um efeito “calmante” em pessoas com TDAH, e os resultados positivos do tratamento não tardam a serem percebidos pelo paciente, escola e pelos que convivem com eles.

Formas alternativas de tratamento

Apesar de o tratamento medicamentoso ser bastante utilizado, alguns pais ainda buscam alternativas para seu tratamento. Neste sentido, a literatura tem demonstrado que o tipo de ambiente e o estilo de vida têm forte influência sobre a saúde (física e mental). Dentre estes hábitos estão a alimentação e a prática de exercícios físicos , que podem se tornam verdadeiros aliados ao tratamento convencional.

Alimentação

• açúcar : Como parte de um plano de tratamento natural para o TDAH, os especialistas recomendam evitar o açúcar, que é um gatilho enorme para crianças

ômega 3 : Existem muitos estudos demonstrando a melhora da função cognitiva em crianças que ingerem ômega 3 . Baseado nestas análises , especialistas tem verificado também bons resultados para crianças com TDHA.

Nosso organismo não pode produzir ômega 3 por conta própria e, por isso, precisamos adicioná-lo à nossa dieta.Entre os alimentos ricos em ômega 3 estão: peixes selvagens como salmão, anchovas, atum, sardinha e cavala e também nozes e sementes como chia e linhaça.

Atividade física

Estudos mostram que as atividades físicas são grandes aliadas para melhorar a concentração e a função cognitiva dessas crianças. Durante os exercícios, nós liberamos dopamina e serotonina, que possuem efeito semelhante aos medicamentos estimulantes.

Assim, as crianças passam a desenvolver a habilidade de manter o foco e também de alternar tarefas, além de melhorar o desempenho na matemática e na leitura.

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