Quando o corante pode matar

Você já deve ter visto vários avisos circulando nas redes sociais sobre mães solicitando que não ofereçam nenhum tipo de alimento aos seus filhos antes de consultá-las . Parece exagero , mas em alguns casos , um simples docinho pode matar .

A doença conhecida como G6PD pode parecer rara , mas infelizmente não é. Muito confundida com alergia alimentar, trata-se da carência de uma enzima chamada Glicose-6-Fosfato Desidrogenase–. Seja por não tê-la em quantidade suficiente ou porque ela não funciona como deveria, nessa doença, os glóbulos vermelhos ficam “desprotegidos” e, consequentemente, tornam-se mais fracos e morrem mais facilmente . 

É uma doença genética ligada ao cromossomo X. O diagnóstico pode ser feito logo após o nascimento, por meio do teste do pezinho ampliado (que não está disponível na rede pública de saúde) ou ao longo da vida, através da dosagem da enzima. A gravidade da doença será proporcional à deficiência da enzima.

Qual o perigo do corante ?

O uso de corante pode levar a morte prematura das células vermelhas devido a falta da enzima G6PD. Muitos remédios e até vitaminas também podem levar a quadros graves de anemia e icterícia .

A velocidade com que essas reações acontecem pode variar de acordo com o nível de carência da enzima que a pessoa apresenta, bem como o fator precipitante com o qual ela entrou em contato – o feijão de fava, por exemplo, tende a ser mais perigoso. Dependendo do grau de deficiência de G6PD, se não houver um pronto atendimento com transfusão sanguínea e tratamento da causa, pode haver risco de vida.

Palidez, cansaço extremo e sonolência são alguns dos sintomas de alerta , assim como a urina escura e o aspecto amarelado da pele.

Os alimentos com corantes naturais , podem ser consumidos . Como o rótulo dos produtos trazem códigos , nem sempre é fácil distinguir qual o produto a criança pode ou não fazer uso . Pensando nisto , muitos blogs tem divulgado as listas com os corantes restritos e seu números de INS:

Extraído do site Mães que cuidam g6pd

Existe cura ou tratamento?

Não há um tratamento específico ou cura para a doença. A baixa quantidade da enzima G6PD irá acompanhar seu portador por toda a vida. O que deve ser feito, na verdade, é evitar as drogas oxidantes, infecções e alimentos como fava e corantes, por exemplo. Também é importante manter o calendário de vacinas em dia, comunicar os médicos sobre a deficiência e portar uma lista com a relação de remédios que não devem ser administrados, como paracetamol e dipirona.

Vale ressaltar que se o diagnóstico for feito enquanto o bebê ainda é amamentado pela mãe, ela será orientada a não entrar em contato com os agentes agressores. Isso porque as substâncias podem ser passadas para o filho pelo leite materno, afetando a sua saúde.

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