Tem que comer ovo para ver se não é alérgico a vacina ?

Está pensando em adicionar o ovo no cardápio do seu filho? Vá em frente! A partir dos 6 meses de idade , o ovo deve ser inserido na dieta da criança.

Até um tempo atrás acreditava-se que primeiro deveria ser introduzida somente a gema e depois a clara. Essa não é mais a recomendação geral : estudos recentes e o próprio manual da Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam a introdução de GEMA E CLARA já na primeiras papinhas.

O ovo é um alimento riquíssimo para oferecer ao bebê e à criança. Fonte de proteínas e vitamina B12, B2, B5, A , ferro e selênio.

O jeito CORRETO de oferecer o ovo ao bebê é com clara e gema bem cozidas, para evitar a contaminação por bactérias. Comece oferecendo 1/4 do ovo para perceber a aceitação e reação do bebê e vá aumentando a quantidade aos poucos. 

Mas e a tal alergia do ovo ?

A alergia ao ovo geralmente se inicia nos primeiros anos de vida . É considerada a segunda alergia alimentar mais comum, competindo com o leite de vaca.

Geralmente as alergias alimentares se manifestam em crianças predispostas geneticamente. As manifestações alérgicas se iniciam poucos minutos após a ingestão do ovo, podendo a criança apresentar sintomas na pele: urticária e angioedema, dermatite atópica, sintomas respiratórios (asma e rinoconjuntivite), sintomas gastrointestinais (vômitos, diarreia e dor abdominal) até a anafilaxia (quadro mais grave).

Como saber se meu filho tem alergia ?

A suspeita diagnóstica inicial é feita através da observação dos pais ao oferecer o alimento . Em caso de surgirem manifestações alérgicas , como vermelhidão e edema de lábios , os testes alérgicos são recomendados.

O tratamento baseia-se na exclusão do ovo da dieta durante 1 a 2 anos. Os pais deverão receber orientação verbal e por escrito quanto a fontes prováveis do ovo na alimentação habitual, sobre termos e sinônimos de ovo.

Se a criança estiver em aleitamento materno, a mãe deverá ser orientada a excluir ovo de sua dieta.

E as vacina feita no ovo?

As vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), vacina de gripe (influenza) e a vacina de febre amarela são desenvolvidas em embriões de galinha e, portanto, podem ser contaminadas com pequena quantidade da proteína do ovo. Aplicação destas vacinas em pacientes alérgicos a ovo ainda é motivo de grande preocupação.

Avanços no processo de fabricação destas vacinas vem permitindo a diminuição da quantidade de ovo nelas contida, tornando-as cada vez mais seguras para pacientes alérgicos a ovo.

• A vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) já não contém mais a proteína do ovo e pode ser aplicada tranquilamente sem nenhum problema.

• A vacina da gripe pode ser administrada com segurança a pacientes com alergia ao ovo.Nos últimos anos, tivemos avanços que permitiram reduzir substancialmente a quantidade de ovo utilizada na produção das doses.Com essa evolução, a probabilidade de um evento adverso alérgico ficou muito pequeno, quase nulo.

A vacina da febre amarela é a única que ainda possui restrições para alérgicos ao ovo . Não está contraindicada , mas deve ser analisado pelo pediatra quando e como tomar .

Atenção !

O consumo de ovo é indicado devido ao grande valor nutricional , a partir do sexto mês de vida . Recomenda- se a observação de sinais de alergia ( urticária , vermelhidão , edema ) e em caso de dúvida , relatar ao seu médico.

A ingestão do ovo não serve para “acostumar o corpo ” e poder tomar a vacina da febre amarela , feita aos 9 meses. Mas para diagnosticar possíveis alérgicos antes da aplicação .

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