Autismo seria tratável e curável?

Essa controvérsia começou durante a conferência Autism One, após palestra dada por Kerri Rivera , uma homeopata americana que afirma ter a cura para o autismo.

O protocolo de tratamento de Rivera inclui dieta livre de glúten e caseína, controle de patógenos com o CD, detox de metais pesados ( com a aplicação MMS) , oxigenação e suplementação nutricional. Mas funciona?

O que é MMS?

Conhecido em fóruns, redes sociais e em vídeos na internet como MMS (sigla em inglês para solução mineral milagrosa), teria a capacidade de promover uma “desintoxicação de bactérias não identificáveis em exames” e metais pesados do organismo, que seriam os responsáveis por causar os sintomas do autismo.

Na verdade trata-se de uma composição de substâncias que tem como produto final o dióxido de cloro . Vendido na forma de kits em sites da internet, o dióxido é um poderoso alvejante altamente corrosivo.

No Brasil, as famílias que tiveram acesso ao protocolo de Kerri no exterior já formam um grupo numeroso, assim como médicos que concordam com seus princípios e acompanham com interesse as pesquisas.

O dióxido é altamente perigoso , e pode levar a irritação e lesão de pele , desidratação, náuseas, enjoos e prostração. No entanto , entusiastas desta “terapia” afirmam que esses sinais de intoxicação, são, na verdade, indícios de que o tratamento está funcionando.

Os defensores da MMS divulgam fotos de “vermes” expelidos após o uso do enema como comprovação de que o tratamento funciona. Na verdade , os supostos “vermes” são fragmentos de mucosa intestinal liberados após os sucessivos enemas (injeção de líquido pela via retal).

Funciona ?

Desde junho do ano passado a fabricação, distribuição e comercialização do MMS para cura do autismo (ou outras indicações para a saúde) é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que não reconhece a fórmula para fins terapêuticos.

O dióxido de cloro, comercializado com a sigla MMS, não tem aprovação como medicamento em nenhum lugar do mundo. A sua ingestão traz riscos imediatos e a longo prazo para os pacientes, principalmente em crianças.

Por onde essa substância química passa há uma destruição de células e tecidos, matando ainda milhares de bactérias, inclusive as boas, que têm papel importante no funcionamento do organismo. O MMS pode causar ainda insuficiência renal, gastrites e úlceras graves e até levar a morte.

Por isso , os pais ou profissionais que utilizarem o tratamento em crianças autistas podem responder criminalmente . A prática é criminosa e o uso do MMS, seja para ingestão ou uso via retal, pode ser inferido como crime no artigo 88 , no artigo 5º da Lei Brasileira de Inclusão, com pena de reclusão de um a três anos e multa.

É válido enfatizar que pais, mães e responsáveis que sujeitem crianças e adolescentes a tratamentos degradantes estão sujeitos às sanções cabíveis no campo criminal e ainda ao encaminhamento da criança ou do adolescente a programa de acolhimento e até perda da guarda .

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que pode prejudicar a capacidade de se comunicar e interagir. As causas são desconhecidas, mas, a ciência acredita que são quadros resultantes da combinação de diferentes genes. Não há uma cura para essa doença, mas existem tratamentos para ajudar a diminuir os sintomas, como terapias e uso de antipsicóticos.

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