Bronquiolite : doença respiratória que assusta pais e enche hospitais

A bronquiolite, inflamação dos bronquíolos (parte final dos brônquios), atinge principalmente os bebês menores de dois anos e é mais comum no inverno. Nos primeiros anos de vida, o sistema imunológico ainda é imaturo, o que torna as crianças mais suscetíveis.

A bronquiolite pode surgir como um simples “nariz escorrendo” e se tornar uma dificuldade respiratória séria, a ponto de necessitar de cuidados intensivos.Por isso, a atenção em casos de bronquiolite em bebês e crianças é importante desde os primeiros sintomas até a resolução do quadro.

A boa notícia é que, uma vez resolvida, raramente a condição deixará sinais de sua passagem, sendo completamente curada.

O principal agente da doença é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por cerca de 60% dos casos de bronquiolite aguda em crianças. Entretanto, existem pelo menos outros dez vírus que podem causar a mesma doença, com exatamente os mesmos sintomas e a mesma possibilidade de evolução para um caso grave.

Sintomas

Geralmente é uma doença muito leve. A criança tem coriza (nariz escorrendo) e um pouco de chiado no peito, com resolução do caso em sete a 14 dias. Mas cerca de 2% delas têm dificuldade de respirar e precisam ser hospitalizadas.

A principal forma de contaminação é por meio de secreções respiratórias e por contato, ou seja, crianças que passam o dia em locais fechados com outras pessoas, como creches , estão mais propensas à infecção.

Infelizmente não existe tratamento específico a bronquiolite. Nos casos mais leves, em que não há desconforto respiratório (tosse com chiado ou falta de ar), é possível cuidar da criança em casa, controlando a febre e mantendo-a sempre hidratada e alimentada.

A internação somente se faz necessária quando a criança precisa de cuidados mais específicos no hospital. A principal indicação é a baixa oxigenação no sangue, o que a leva a precisar de tratamento com oxigênio.

Como evitar?

1- Insistir no aleitamento materno;

2 – Restringir visitas, sobretudo de pessoas com sintomas respiratórios ( tosse , congestão nasal );

3 – As visitas devem ser breves e o contato físico deve ser mínimo com os bebês;

4 – Evitar ao máximo as saídas de casa, sobretudo a ambientes com aglomerações ( igrejas , restaurantes , shopping , pronto atendimento de hospitais , festinhas de criança);

5 – Lavar as mãos repetidamente e, se possível, todas as pessoas que lidam com o bebê devem usar álcool gel;

6 – Manter a casa higienizada e ventilada;

7 – Exposição zero do bebê ao cigarro;

8 – A avaliação com o pediatra é necessária sempre que aparecerem sintomas respiratórios.

Existe vacina !

As crianças que integram os grupos de risco, tais como prematuros extremos, cardiopatas e pneumopatas (que têm doença pulmonar), têm mais chances de serem hospitalizadas e evoluir para a forma grave. Para esse grupo recomenda-se o uso da vacina Palivizumabe, medicamento indicado para aumentar a proteção de bebês prematuros contra a infecção pelo vírus sincial respiratório, o principal agente da bronquiolite .

O protocolo do Ministério da Saúde indica o Palivizumabe para bebês prematuros de três grupos: crianças prematuras , com cardiopatias ou doenças pulmonares graves .

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1 comentário Adicione o seu

  1. Anônimo disse:

    Ótima publicação. Ouvimos este termo com frequência! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

    Curtido por 1 pessoa

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