Se perguntado da maneira certa, as crianças vão escolher brócolis em vez de bolo

Uma das principais queixas das mães nos consultórios é a de que o filho não come nada, que rejeita praticamente tudo, chora ou faz birra diante do prato. Diante disto , o horário das refeições vira um verdadeiro campo de batalha , desgastante, misturando o desespero da mãe , pela criança não se alimentar adequadamente , com o medo do filho , que é alvo de ameaças .

No Brasil, as dificuldades para comer atingem mais de 50% das famílias .

Um estudo feito por uma universidade brasileira analisou o comportamento dos pais ao oferecer as refeições aos filhos . Cerca de 96% dos pais dão ordem para conduzir a alimentação , isto é , mandam ( na verdade obrigam sob forte ameaça ) seus filhos a comer o alimento .

Mas atenção : este tipo de comportamento pode levar a uma verdadeira aversão do pequeno à comida. Se os pais forçam ou impõem algum alimento, a criança começa a associar alimento com castigo e brigas. Aí , é só chegar com o prato que a criança já sai correndo.

Como evitar isso ? Ora , certamente devemos reavaliar certos erros que cometemos na hora das refeições dos nossos filhos . Veja :

“Você só vai sair da mesa se comer tudo o que está no prato”

A criança pode estar satisfeita com uma quantidade menor do que a colocada no prato. Forçar a terminar tudo nem sempre é necessário , principalmente se você colocou alimentos que não agradam , como as verduras.

Essa estratégia pode ter um efeito imediato, mas é danosa para o desenvolvimento do paladar da criança e pode criar traumas que se estendem para a adolescência e vida adulta – “odeio brócolis porque meu pai me obrigava a comer” / “não posso ver beterraba que dá vontade de vomitar”.

“Se você comer tudo ganha uma sobremesa”

Esse tipo de barganha não é legal pelo simples fato de que alimentação não pode ser vista como uma punição a ser recompensada. Essa estratégia pode prejudicar o controle da fome e saciedade e, a longo prazo, levar a obesidade.

O melhor é explicar que as verduras são importante fonte de vitaminas, que elas o ajudarão a crescer de forma mais saudável. Eu costumo dizer que faz o cabelo crescer mais bonito ou deixará mais alto e mais forte que os coleguinhas .

“Olha o aviãozinho”

Essa frase é tão exaustivamente usada que se tornou um clichê para a hora da alimentação infantil. Fazer gracinha na hora da comida e esperar a boca abrir para enfiar a colher goela abaixo certamente não faz bem.

A criança distraída com tablets ou brinquedos não associa o horário da alimentação com o que está sendo oferecido .

Dicas de ouro

A hora da refeição deve ser prazerosa : a criança deve ficar feliz é ter uma expectativa sobre qual alimento será oferecido desta vez . Se você grita ( “come tudo!“) , ameaça (” senão comer vai ficar doente e tomar remédio “) ou bate , a hora passa a ser de tortura , para você e para a criança .

Não force . Se estiver sem paciência , dê um intervalo e ofereça mais tarde . Divirta-se e nunca faça isso com pressa . É um tempo de carinho , reservado para vocês e irá refletir muito no dia a dia com o seu filho.

Você sabia que a escolha do que a criança quer comer depende muito de como a mãe faz a pergunta ? Pois é , é até difícil de acreditar, mas eles afirmam que isso tem menos a ver com as preferências do seu filho e mais com a ordem em que as escolhas são apresentadas.

Se perguntado da maneira certa, as crianças vão escolher brócolis em vez de bolo, diz estudo

“Você gostaria de bolo ou brócolis?”. Se você fizer essa pergunta a uma criança com menos de 3 anos, os pesquisadores são capazes de apostar que oito em cada dez vão responder “brócolis”.

Quando uma criança está apontando , eles podem ver as opções e escolher sua preferência . Já quando eles não têm referências visuais e só ouvem ‘ou’, elas são capazes de manter a opção mencionada mais recentemente, a última palavra da frase que acabaram de ouvir . As crianças entendem como a fala soa, mas não necessariamente o que as palavras significam. Então, ao falar, eles estão apenas repetindo a escolha mencionada mais recentemente, como ” brócolis “.

O estudo demonstra a importância de trocar a ordem das opções quando perguntamos às crianças sobre suas preferências, porque elas nem sempre sabem o que estão dizendo ou desejando .

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