Ministério da Saúde não recomenda o uso dos polvos na UTI neonatal

Se você visitar uma UTI neonatal irá certamente se deslumbrar com os novos pequenos ajudantes : os polvos de crochê . Nascido na Dinamarca, o Projeto Octo vem ajudando bebês recém-nascidos prematuramente a se sentirem mais seguros e confortáveis nas incubadoras das maternidades .

Ao se abraçarem no brinquedo, os nenéns remetem ao cordão umbilical através dos macios tentáculos dos polvos, e com isso retomam a segurança do útero materno. O efeito calmante reduz a necessidade de medicação e evita que os bebês retirem sondas , monitores e cateteres .

Segundo os relatos, a iniciativa tem efeito positivo no quadro clínico dos bebês , como o ganho de peso e a recuperação mais rápida dos prematuros. Para os médicos, há uma melhora significativa na estabilidade da frequência cardíaca e na respiração dos bebês.

Além da estabilização da frequência cardíaca e respiratória dos prematuros, a ação produz benefícios familiares. O recurso parece incentivar pais e mães a participarem ativamente do processo de hospitalização do filho.

É fundamental, contudo, abrir parênteses para o seu uso.  De acordo com especialistas, o polvo de crochê não deve, em hipótese alguma, substituir outros métodos.  O método canguru, bem como outras técnicas bem-sucedidos que visam beneficiar os prematuros, deve ser mantido com finalidade diferente.

É seguro?

Bebês prematuros são mais vulneráveis, e é imprescindível que cada polvo seja de uso único e higienização correta. Por isso , peles não são reutilizáveis. Quando o recém-nascido recebe alta do hospital, seu polvo de crochê deverá ser levado para casa. O intuito é assegurar que o bebê se adapte confortavelmente à mudança de ambiente.

Apesar do impacto positivo observados pelos hospitais e maternidades no mundo inteiro, o Ministério da Saúde não tem uma posição favorável ao polvo de crochê. O Ministério se posiciona contrariamente à utilização do brinquedo como recurso terapêutico para prematuros.

O Ministério realça que não há qualquer espécie de comprovação científica para os benefícios do instrumento. Especialistas frisam que o instrumento terapêutico recomendado e insubstituível é o contato pele a pele da criança com a mãe, com o pai , como o canguru .

O contato humanizado, em posição canguru, entre mãe/pai e bebê, permanece sendo a prática terapêutica mais apropriada, porque assegura o contato pele a pele com seus pais.

Então está proibido ?

Não . Em nota , o Ministério declara que este tipo de tratamento não tem chancela do órgão , ou seja , o uso é de responsabilidade de cada médico ou hospital . “A utilização de brinquedos na unidade neonatal tem benefícios , podendo ser o polvo , como girafas , sapos , ursos , bonecos , carros , desde que respeitadas as normas e protocolos de combate à infecção hospitalar de cada unidade ” ressalta a nota.

Quer ajudar ?

Se interessou pelo projeto ? Você também pode participar ! É só entrar na página do Projeto Octo : http://www.projetooctobrasil.com.br

Acessando a página você tem várias informações , assim como as medidas e o modelo do bichinho e outras formas de doação.

Você pode inclusive , iniciar o projeto na sua cidade :

Fica a dica .

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