Quando nos tornamos mães , nos julgam em dobro

Certamente, você já ouviu dizer que o que é certo para uma mãe , não necessariamente será certo para outra. As escolhas que uma pessoa faz correspondem ao que ela acredita, ao que vai se encaixar à realidade dela, às suas convicções .

Cada uma sabe o porquê de suas decisões: o tipo de parto, a amamentação, o método de educação, as formas de alimentação. E não há uma cartilha a ser seguida, um manual que dite o que é correto e o que é errado. O certo é aquilo que faz sentido para você e a para a sua família.

Mas se sabemos disso e entendemos tudo na teoria, por que criticamos tanto quando nos deparamos com escolhas diferentes das nossas?

Bebê nasceu de cesariana , pronto péssima mãe ; Bebê tomando mamadeira, pronto mãe que não quis amamentar; Criança que toma suco de caixinha ou refrigerante , pronto mãe que não se importa com a saúde do filho; Mãe que deixa o filho dormir na cama com ela; pronto mãe que tem preguiça de insistir que ele durma na caminha dele; Mãe que põe o filho na creche , pronto mãe folgada e não quer trabalho .

Em um mundo onde mães julgam mães como esperar uma maternidade mais leve ?

Se a maternidade deveria estimular uma cumplicidade, uma rede de empatia – já que nada melhor do que uma mãe para entender as angústias e aflições de outra – por que o que vemos e sentimos, muitas vezes, são apenas olhares duros de reprovação?

Talvez isso seja resultado daquela eterna busca pela perfeição que tanto existe: ao apontar o dedo para o comportamento de outra mãe, julgando-a negativamente, forjamos a sensação de que, “se ela está errada, eu estou certa”.

Sabe aquela velha frase que diz “eu só quero ajudar”? Pois é, nem sempre ela é tão verdadeira assim. Talvez, a primeira intenção até seja realmente boa – “vou dar àquela mãe a minha opinião de que o que ela está fazendo não é bom para a criança”. O problema é que esse tipo de crítica não vem acompanhada de uma reflexão de que não é porque não concordamos com uma escolha que ela é errada e, nesse sentido, talvez esse tipo de “conselho” seja dispensável.

Nenhuma mãe é perfeita e ainda bem, pois seres humanos são passíveis de erros. Penso que é importante que cada um cuide de sua própria vida, faça o melhor que puder e valorize cada minuto, ajudando o próximo sempre que puder, respeitando as ideias do outro e valorizando o ser humano.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s