Cama compartilhada : bom ou ruim?

Deixar os filhos dormirem na cama dos pais é uma alternativa para quem quer praticidade na hora de amamentar e dormir mais tranquilamente. Como quase tudo que envolve a relação pais e filhos, entretanto, a prática tem pós e contras.

Afinal , podemos ou não dormir com o bebê ? Existe alguma idade limite ? Previne ou aumenta o risco de doenças ?

Por que devemos fazer …

Pelo menos nos primeiros três meses de vida, a criança deve ficar próxima aos pais, não só para que possam intervir, em caso de uma intercorrência, como engasgo, mas porque ela precisa de vínculo para estabelecer suas conexões cerebrais.

Mas, entre todos os benefícios, o maior é o fato de estimular o aleitamento materno em si. Uma pesquisa realizada na Inglaterra, verificou que dormir com o bebê impacta em uma probabilidade significativamente maior de amamentar por pelo menos seis meses. Isso se traduz em menos infecções, menor risco de obesidade e de outras doenças no futuro e melhor capacidade cognitiva, especialmente nas habilidades verbais e sociais.

Por que não devemos fazer …

A Sociedade Brasileira de Pediatria contraindica a cama compartilhada, pois aumenta em cinco vezes o risco de morte súbita .E, mesmo depois de 1 ano, quando essa probabilidade diminui, filhos e pais devem ter, cada um, seu próprio espaço.

O risco de morte súbita é muito grande . Usar uma barreira de almofadas para não deixar o bebê cair contribui muito para a asfixia e a dificuldade da termorregulação corporal da criança . Outro problema comum é da asfixia por sufocamento : os pais rolarem por cima de seus filhos durante o sono .

Qual seria a melhor alternativa ?

A melhor alternativa é o co-sleeper, aquele berço que é acoplado à cama dos pais, com uma das laterais aberta, permitindo que a mãe acesse o filho durante a noite. Assim, ela pode pôr a mão nele, amamentar e atendê-lo, sem correr riscos.

O importante é que a criança permaneça em um ambiente próprio, fora do alcance de um lençol ou do corpo de um dos pais.

Atenção !

• Sofás, camas d’água e outras superfícies improvisadas são perigosas. Use um colchão firme, que pode ser colocado direto no chão ou em uma cama de casal, oferecendo espaço suficiente para todos.

• Posicione a cama no centro do quarto, longe das paredes e sem formar nenhum vão em que o bebê possa ficar preso, asfixiando-se.

• Verifique se o ambiente está bem ventilado, sem excesso de calor – não exagere na quantidade de roupas do bebê, uma peça a mais do que você é suficiente para aquecê-lo.

• Evite edredons, cobertores e travesseiros grandes. Utilize apenas uma manta leve – sem cobrir a criança acima do tórax – e um travesseiro fino para cada um dos pais. Nos dias frios, opte por vestir pijamas mais quentes.

• Bichos de pelúcia, almofadas, travesseiros e quaisquer objetos são contraindicados.

• O indicado é que o bebê seja colocado de barriga para cima – posição que reduz a ocorrência de morte súbita –, próximo à mãe, e que o pai se deite atrás dela. Essa disposição é mais segura pelo fato de a mulher ter um instinto de alerta mais aguçado em relação ao filho.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s