Xixi na cama pode ser sinal de algum problema

Quem tem filho que ainda faz xixi na cama sabe , é uma verdadeira maratona : tem que trocar o lençol, secar a cama, mudar o pijama… Essa é a rotina estressante de quem convive com a enurese noturna. Cerca 20% das crianças de até 12 anos enfrentam o problema, a maioria meninos.

O diagnóstico só é feito após os 5 anos, idade , em que o sistema nervoso já amadureceu o suficiente para controlar a micção.

Existem dois tipos de perda involuntária de urina durante o sono. A mais comum, a enurese primária, ocorre quando a criança nunca conseguiu segurar o xixi na cama. Já na enurese secundária, a criança já adquiriu controle sobre o xixi, mas passa a sofrer com os episódios na madrugada.

Eles podem ser consequência de doenças como diabetes ou conflitos emocionais ( a chegada de um irmãozinho, por exemplo) . Independentemente da causa, o fato é que o xixi na cama tem implicações psicológicas.

A genética é um fator importante : se pai e mãe apresentaram enurese, o risco de o filho ter sobe para até 70%

O que fazer?

Antes de atribuir uma causa emocional, é preciso descartar a existência de problemas físicos por meio de uma avaliação médica minuciosa.

O diagnóstico da enurese passa por um exame clínico detalhado e testes neurológicos. Entre as soluções mais comuns estão a prescrição de remédios e o uso do alarme sonoro, que tem um sensor de umidade instalado na roupa : assim que escoa a primeira gota de urina, ele dispara e faz a criança acordar e procurar o banheiro.

A medicação traz resultados rápidos, mas, quando deixa de ser usada, mais da metade das crianças volta a urinar na cama.Isso acontece porque se a criança tomar o medicamento regularmente, ela deixa de treinar a conscientização. O ideal é usar por um período, ou pontualmente, quando for dormir fora.

O alarme sonoro traz resultados lentos, porém mais definitivos, com taxas de cura que chegam a 50%. Segundo os especialistas, a tendência é de que em cerca de um ou dois meses, ela aprenda a acordar antes do alarme.

Usar fraldas ou protetores de colchão, para as crianças que já saíram , mas por algum motivo voltaram a fazer xixi na cama ,constrange e infantiliza . É um retrocesso em vez de ajudá-la a amadurecer pode piorar o quadro.

Dicas :

• Diminua a quantidade de líquidos : instrua a criança a maneirar no consumo de água , sucos ou mamadeira após o jantar.

• Controle no sal da comida : o excesso do ingrediente na comida faz o corpo reter líquido e dá aquela sede.

• Pit stop no banheiro: incentive o seu filho a esvaziar a bexiga momentos antes de se deitar. Faz diferença.

• Sem brigas : monte, junto com a criança, um calendário de noites secas e molhadas. O objetivo é premiar as noites livres de xixi.A criança não tem culpa pelos escapes.

É preciso saber que a criança não faz xixi na cama porque quer. É um sofrimento para ela e motivo de vergonha também. Castigos, punições e piadas são a pior abordagem. Só levam a criança a se sentir mais ansiosa, incapaz e sem autoestima

• Paciência : segundo os especialistas, o problema diminui 15% a cada ano que a criança completa.

• Psicoterapia : para as crianças maiores ( que voltaram a fazer xixi na cama ) é fundamental descobrir a causa , como brigas na escola , bullying ou chegada de um irmãozinho.

Fica a dica .

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