Meu filho tem tique , e agora ?

Os tiques classificados como motores e vocais são caracterizados por movimentos involuntários, rápidos, repetitivos e estereotipados, que surgem de maneira súbita e não apresentam ritmo determinado. A intensidade dos movimentos é variável.

Casos de tiques “camuflados” em atitudes corriqueiras, como afastar o cabelo do rosto ou ajeitar a roupa (neste caso,  os tiques só são reconhecidos por seu caráter repetitivo). Piscar os olhos continuamente, fazer caretas faciais, movimentos com o nariz e boca, repuxar o pescoço, franzir a testa, trincar os dentes, estalar a mandíbula, levantar os ombros ou mexer outras partes do corpo, como também coçar a garganta, fungar e emitir algum som são os sinais mais frequentes de quem apresenta Distúrbio de Tique Transitório. Neste caso a observação dos pais é essencial .

Agora fiquei preocupada …

Não há razão para isso . Cerca de 3% da população apresenta tiques em determinadas fases da vida,sendo muito comum na infância. Estima-se que de 20 a 24% do total de crianças em idade escolar têm tiques.

Entre outras causas, esses tiques podem ter início na sequência de acontecimentos traumáticos, como uma dramática separação de casais; a morte de algum ente querido; a mudança de escola ou mesmo de cidade (em que se deixa para trás as pessoas de convívio diário); o nascimento de um irmão, ou ainda quando a criança é submetida a uma presença amedrontadora.

Pais muito rígidos ou hiper protetores costumam contribuir para o aparecimento de tiques e manias em seus filhos que, em geral, demonstram ansiedade, fragilidade emocional, insegurança e medo.

Será mesmo que ele tem tique ?

Os tiques costumam desaparecer durante o sono ou durante atividades que exijam concentração. Por outro lado, fatores como estresse, fadiga, ansiedade e excitação aumentam a intensidade dos movimentos característicos dos tiques.

Para lidar com isso , os pais devem ter muita paciência, compreensão e carinho com a criança e nunca recorrer à violência. Lembre-se de que  o tique se trata de um ato involuntário, geralmente decorrente de um quadro insegurança ou trauma da criança.

Na maioria dos casos, essas manifestações são dissipadas com o tempo. Calcula-se que um terço dos pacientes apresente remissão completa no fim da adolescência.

O tratamento está baseado na psicoterapia e somente em casos mais graves , em uso de medicação .

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s