Meu filho é autista ?

O autismo é um problema psiquiátrico que costuma ser identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida nos casos mais graves .

O distúrbio afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança. O desenvolvimento físico é normal. A criança apresenta grande dificuldade para firmar relações sociais ou afetivas e dão mostras de viver em um mundo isolado.

Todas as pessoas que têm autismo apresentam sintomas em comum como dificuldades de comunicação, interação e comportamento social, além de terem, na maioria das vezes, comportamentos rotineiros e repetitivos. No entanto, os sinais de autismo vão afetar cada pessoa de maneira e intensidade diferentes, dependendo de fatores como o grau de comprometimento, associação ou não com deficiência intelectual, e com presença ou não de fala.

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Atualmente a ciência fala não só de um tipo de autismo, mas de muitos tipos diferentes, que se manifestam de uma maneira única em cada pessoa.

Para definir a grande abrangência do autismo, usa-se o termo “espectro”, pois há vários níveis de comprometimento — desde pessoas com outras doenças associadas (chamada de comorbidades), como deficiência intelectual, até pessoas que têm uma vida comum, independente, porém, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram esse diagnóstico.

Para entender melhor, imagine um dégradé, que vai de cores muito escuras, em que se encontram os casos mais graves, até os tons mais claros.

Sinais de atenção

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É claro que os sinais ficarão mais nítidos após os 3 anos, mas alguns indicativos desde bebê podem servir como alerta, como a criança ficar parada no berço, sem reagir aos estímulos, e evitar o contato visual.

• Não manter contato visual por mais de 2 segundos;

• Não atender quando chamado pelo nome;

• Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;

• Alinhar objetos;

• Ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;

• Não brincar com brinquedos de forma convencional;

• Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;

• Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;

• Repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);

• Não compartilhar seus interesses  e atenção, apontando para algo ou não olhar quando apontamos algo;

• Girar objetos sem uma função aparente;

• Interesse restrito ou hiperfoco;

• Não imitar;

• Não brincar de faz-de-conta.

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Hiper ou hiposensibilidade também podem se manifestar de forma diferente nos cinco sentidos da criança que se enquadra no espectro autista. Por exemplo: na audição, ela pode se sentir incomodada em locais barulhentos ou ter afinidade com alguns sons.

No paladar, ela não tolera determinados sabores – por isso, insiste em comer sempre os mesmos alimentos. E nos dias frios, enquanto você usa um casaco pesado, a criança pode dispensá-lo – a hiposensibilidade tátil faz com que ela não tenha a mesma sensação de temperatura que as demais. Quando se machuca, talvez não sinta dor, por exemplo.

O espectro autista pode vir acompanhado de deficiência intelectual. Há casos, no entanto, em que a criança apresenta alto funcionamento – ou seja, é capaz de memorizar a lista telefônica inteira, mas não entende qual a utilidade dos números, por exemplo.

Na síndrome de Asperger, outro quadro do espectro, a pessoa pode não ter problemas no desenvolvimento da linguagem. Ela se interessa por assuntos específicos: sabe tudo sobre dinossauros ou avião e se restringe a só a um tema.

O que fazer ?

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Converse com o seu pediatra e consulte um neurologista infantil em caso de dúvida . Não há exame específico para o diagnóstico.

O autismo não tem cura, ou seja, uma criança diagnosticada com autismo, seguirá autista durante toda as fases da sua vida, a diferença está no desempenho dessas pessoas, que, ao ser diagnosticadas como autista devem buscar acompanhamento médico e psicológico, para que ela possa desenvolver adequações sociais mais eficientes.

Ou seja, quanto mais cedo o autismo for detectado e quanto mais cedo ele for trabalhado, mais eficiente será o tratamento.  

O tratamento para autismo é personalizado e interdisciplinar, ou seja, além da psicologia, pacientes podem se beneficiar com intervenções de fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outros profissionais, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer grandes benefícios, no aprendizado e na socialização.

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