Com a pandemia eu não levei meu filho a consulta de rotina

Com a pandemia do novo coronavírus, além de passar pelas inseguranças de uma gestação e o parto , os pais com o bebê nos braços , se perguntam : devo ir ao pediatra ?

E a resposta é sim. Ainda que seja imprescindível que as pessoas fiquem em casa para o controle da doença, o acompanhamento do bebê no começo da vida não pode ser adiado.

Logo depois que o bebê nasce, a ida ao pediatra se torna um compromisso frequente na agenda da família. A primeira consulta deve ocorrer logo após a alta na maternidade, no máximo até o décimo dia de vida. Esse primeiro encontro é mais longo que os demais , aonde obtemos o histórico da gestação , do parto e os antecedentes familiares , como o de doenças genéticas .

Nas consultas seguintes, o roteiro sempre incluirá a verificação de peso, altura, imunização, alimentação e desenvolvimento neurológico. Dúvidas muito comuns quanto ao leite e amamentação são esclarecidas e assim evitamos o desmame precoce .

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a quantidade de visitas ao pediatra depende da idade da criança e das necessidades específicas para cada caso. Nas situações mais comuns, a recomendação é de uma consulta ao mês até seis meses de idade e uma visita a cada dois meses, a partir dos sete meses do bebê. Para as crianças com dois anos ou mais, o ideal é uma consulta a cada três meses e uma vez por semestre a partir dos 6 anos. Na fase dos 7 aos 18 ou 19 anos, uma consulta por ano é suficiente para conhecer a condição de saúde do paciente.

Mas se, em geral, os pais costumam seguir à risca a rotina de consultas e exames ao longo dos dois primeiros anos de vida, é muito comum que depois disso só voltem a procurar o pediatra quando a criança apresenta algum sintoma visível. Embora isso seja comum, a falha dessa prática é que ela foca num problema que poderia ter sido evitado caso as visitas ao consultório tivessem sido respeitadas.

As consultas de pediatria (puericultura) são fundamentais para acompanhar o desenvolvimento da criança, além de prevenir e diagnosticar precocemente doenças da infância.

Não é só pesar e medir . Através de algumas questões , analisamos o histórico nutricional , vacinal e fazemos a avaliação do desenvolvimento da criança .

Quando falamos em “desenvolvimento”, estamos nos referindo a vários aspectos clínicos que podem ou não estarem interligados, como o desenvolvimento motor, cognitivo, intelectual, comportamental, da linguagem e, até mesmo, o desenvolvimento emocional.

É importante lembrar que a criança deve ir ao pediatra mesmo que não esteja doente.

O que os pais precisam entender é que levar seus filhos ao médico é uma atitude preventiva.

Se isso pode parecer um exagero, é importante ressaltar que cada vez mais surgem casos de crianças diagnosticadas tardiamente com enfermidades que poderiam ser prevenidas ou tratadas a tempo caso houvesse um acompanhamento regular. Diabetes, doenças de tireoide, doenças endócrinas e aumento de colesterol e triglicérides são algumas das consequências de não colocar as consultas em dia, além dos problemas de obesidade, crescimento e desenvolvimento motor e mental.

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