Síndrome do pânico em crianças

A síndrome do pânico em crianças é um transtorno de ansiedade que apresenta tanto sintomas psíquicos quanto físicos. O diagnóstico nem sempre é simples , pois os sintomas podem simular várias doenças orgânicas .

Esse transtorno pode ter origem genética e costuma ser mais comuns entre os adultos, mas também afeta crianças em um número significativo.

A síndrome do pânico em crianças apresenta sintomas taquicardia, transpiração em excesso, calafrios, dores espalhadas pelo corpo, tontura e até falta de ar . De início súbito , levam muitos pais a procurar o serviço de pronto atendimento e receber o diagnóstico de que “está tudo normal e não há doença no momento”.

Como assim ?

Sim! Ver o filho tendo uma crise de ansiedade não é nada fácil. Com a pandemia pelo novo coronavírus os casos de ansiedade em crianças tiveram um aumento expressivo e por isso é fundamental os pais estarem alertas .

Uma criança tendo um ataque de pânico pode ficar assustada ou irritada de repente, sem nenhuma explicação clara. Esse comportamento geralmente é confuso e pode ser interpretado como birra , por exemplo .

Os ataques de pânico geralmente vêm acompanhados de uma série de sintomas, que variam de paciente para paciente. Na maioria das vezes eles se manifestam de repente, sem aviso prévio, podendo se estender durante horas. Confira os mais comuns:

• Transpiração excessiva;

• Medo muito intenso;

• Palpitação e frequência cardíaca irregular;

• Vertigem e perda de consciência;

• Tremor e agitação excessivos;

• Falta de ar;

• Dor no peito;

• Sensação de confusão;

• Náuseas, dores abdominais;

• Perda involuntária de urina, em alguns casos.

Normalmente, ela é marcada pelas crises de ansiedade – que podem durar de cinco minutos até meia hora e, em casos mais graves, uma hora.

As crises podem ou não ser desencadeadas por um estímulo. Isto é, o indivíduo pode estar exposto ao foco do medo, mas também estar tranquilamente no sofá, assistindo à televisão. 

Após enfrentar as primeiras crises, a criança adquire o medo de ficar ansiosa novamente. Ela evitará situações ou lugares onde sofreu o ataque de pânico, por medo de sentir o que sentiu. Isso aumenta o comprometimento da vida, e ela pode deixar de fazer o que fazia normalmente.

O diagnóstico da síndrome em crianças e adolescentes é de exclusão – qualquer suspeita de outra condição médica que possa provocar os sintomas relatados . A partir daí, o especialista solicitará uma avaliação física detalhada, que poderá incluir exames laboratoriais e de imagem.

O que fazer ?

Em crianças, a síndrome do pânico pode ser marcada, além dos conhecidos “ataques de pânico”, por terrores noturnos (pesadelos que fazem gritar, chorar e tremer) e a necessidade de ficar o tempo todo perto dos pais.

O tratamento da síndrome do pânico em crianças e adolescentes geralmente é uma combinação de psicoterapia e assistência aliada ao uso de medicamentos.

Uma boa alternativa para minimizar as crises é o incentivo à prática de atividades físicas. Os exercícios, quando feitos de maneira regular e orientada, além de proporcionarem o bem-estar físico, também atuam na redução da ansiedade, do estresse e melhora do humor. Procure por atividades que agradem ao seu filho, como dança e caminhadas .

A presença de uma rotina , com horários fixos de estudo e refeições , faz parte do tratamento. Assim como manter o contato com amiguinhos e familiares , por meio dos aparelhos eletrônicos , pois minimiza o sofrimento dos pequenos e diminui a intensidade das crises .

Converse como seu pediatra e faça uma avaliação psicológica .

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