Seu filho tem 2 anos e não fala ?

Todo bebê começa a se comunicar com os pais desde os primeiros dias de vida. Embora não fale, ele chora, solta gritinhos e sorri. Até que, por volta de 1 ano de idade, as tão esperadas primeiras palavras aparecem. E qual pai ou mãe não se enche de alegria ao ouvir aquele “mamá” ou “papá”?

Mas e quando isso não ocorre? Será que realmente a fala irá surgir com o tempo? Será que a criança, ao frequentar a escolinha, vai mesmo evoluir com a fala ?

Saber o que é normal e o que não é normal no desenvolvimento da fala e da linguagem pode ajudá-la a entender se há motivo para preocupação ou se seu filho apresenta um desenvolvimento adequado.

O PRIMEIRO ANO DE VIDA


Nos primeiros 6 meses o bebê emite vocalizações e sons guturais. Surge o famoso “angu“.
Dos 6 aos 8 meses o bebê apresenta balbucio repetitivo e a imitação da entonação. A boca e seus movimentos chamam muito a atenção da criança.

Crianças imitam os pais e reagem as suas brincadeiras

Em torno dos 12 meses iniciam-se as primeiras verbalizações com significado.
A criança conhece seu nome; Diz 2 a 3 palavras além de “mama” e “papa”; Imita palavras familiares; Compreende ordens simples; Reconhece as palavras como símbolos para objetos.


ENTRE PRIMEIRO SEGUNDO ANO DE VIDA


Aos 18 meses a criança pode apresentar um vocabulário com 50 palavras. Entre 18 e 24 meses seu vocabulário se amplia e se aproxima de 200 palavras.
Compreende a palavra “não” e segue ordens; Combina duas palavras e surgem as primeiras frases; Reproduz o som de animais conhecidos; Aponta figuras de um livro quando nomeadas; Identifica partes do corpo.

SINAIS DE ATENÇÃO

E quando devemos nos preocupar? Conheça os principais sinais de atenção de que algo não está dentro do esperado para o desenvolvimento:

• O bebê que não responde aos sons e não vocaliza;

• A criança não utiliza gestos, como apontar ou saudar com as mãos aos 12 meses;

• Prefere se comunicar através de gestos em vez de vocalizar aos 18 meses;

• Apresenta problemas para imitar sons aos 18 meses;

• Não imita a fala ou as ações e não pronuncia palavras ou frases de forma espontânea;

• Só emite alguns sons ou diz algumas palavras de forma repetitiva;

• Não consegue seguir instruções e ordens simples ;

O QUE EU FAÇO?

O atraso na fala nem sempre significa que a criança tem uma doença. Mas, é fundamental fazer uma investigação para verificar qual é a causa. Pode ser apenas o tempo da criança ou uma necessidade de estimulação com profissionais.

Segundo a SBP, mesmo que não saibam exatamente o que está ocorrendo, em geral, os pais estão corretos em 80% das vezes. Por isso, é essencial que os pediatras valorizem o relato dos pais.

Dentre as possíveis causas desse atraso no desenvolvimento da fala, estão a dificuldade de audição ou falta de estímulos adequados – como as crianças que ficam muito tempo ligadas nos eletrônicos.

A partir do relato dos pais, médicos e terapeutas poderão fazer uma investigação para identificar o que está causando o atraso na fala. Primeiramente, deverão ser excluídos alguns diagnósticos como o Transtorno do Espectro Autista, deficiência auditiva, déficit intelectual, dificuldades no estímulo da criança e outros fatores ambientais .

Porém, é sempre bom enfatizar: ao perceberem algum atraso, os pais devem procurar ajuda de profissionais da saúde e estimular. É melhor estimular do que esperar.

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