Gordinho com alimentação saudável , é possível?

Existe criança obesa com alimentação saudável? Não. Mesmo que os alimentos consumidos sejam saudáveis, om certeza está ocorrendo algum excesso e uma falta . Ou seja , excesso de calorias e pouca atividade física.

Já foi o tempo em que ser gordinho era sinônimo de saúde e isso toda mãe sabe. A obesidade infantil é classificada como doença e, em curto prazo, pode gerar problemas bem mais graves, como diabetes e hipertensão. Só para se ter uma ideia tamanho do problema, o Ministério da Saúde estima que uma em cada três crianças apresente sobrepeso.

Mas e quando os pais não enxergam que seu filhos estão acima do peso ?

Uma das queixas mais comuns do consultório está relacionada a alimentação, e tem muita mãe de gordinho reclamando que o filho não come e anda sem apetite. E como isso pode acontecer ?

Muitas vezes, a balança dispara e nem sempre a família percebe que a criança está com quilos extras. Uma análise de estudos, publicada na revista científica Pediatrics, sugere que mais de metade dos pais subestima o peso dos filhos que estão obesos ou com sobrepeso – principalmente os de crianças de 2 a 5 anos.

Aonde está o erro?

Atenção com as compras no supermercado

As boas práticas devem começar pelas compras. Deixe as guloseimas nas gôndolas do supermercado! Também é interessante convidar a criança a participar do preparo das refeições ou dos lanches. Dessa forma, ela conhece os alimentos e tem mais vontade de experimentá-los. Aproveite esse momento para falar sobre as vantagens de cada um. Caso ela não aprecie determinado sabor, não desista de primeira. Os pequenos devem ser expostos ao mesmo item pelo menos dez vezes – e com preparações diferentes – para formarem uma opinião sobre ele.

Oferecer sanduíches no lugar de um prato de comida e liberar o consumo de salgadinhos ou doces diariamente – e tudo isso está ligado ao comportamento dos pais. Permitir é abrir as portas para os quilos indesejados (e todos os prejuízos que estão associados a eles).

Nunca pule o café da manhã!

Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Millward Brown, com 2 mil mães residentes no Brasil, 90% das crianças entre 1 e 10 anos beliscam algo calórico nos intervalos entre as refeições, 46% não tomam café da manhã (apenas beliscam um biscoito recheado ou similar), 20% pulam o almoço e 23% dispensam o jantar. Isso vai na contramão do ideal, que seria manter as principais refeições e fazer lanches saudáveis entre elas, sempre incluindo frutas, legumes, verduras, cereais, grãos e proteínas, e evitando doces e carboidratos no cotidiano.

O QUE FAZER ?


Primeiramente, nada de reclamações na frente das crianças: tratar o cardápio como punição só piora as coisas. Os pais devem dar o exemplo à mesa: quando bater a vontade de tomar um copo de refrigerante ou comer um chocolate, nunca o faça na frente de quem está de dieta.

A família inteira deve entrar na dança da reeducação alimentar – afinal, não é viável convencer uma criança a comer direito se você devora um hambúrguer gorduroso na frente dela ,não é mesmo ?

Sem eletrônicos nas refeições


Nesse processo de adaptação, reunir a família em volta da mesa durante as refeições faz toda a diferença. Desligue a TV, o tablet e o videogame. Só assim a criançada pode se concentrar naquilo que realmente importa: a comida e os benefícios que ela proporciona. Aproveite para sugerir que todos mastiguem bem os alimentos, o que facilita a digestão.

Atividade física é o melhor remédio


Os alimentos gordurosos ou açucarados não são os únicos vilões da alimentação. O sedentarismo é outro algoz do corpo quando o assunto é diabetes e obesidade. Um estudo mostra que assistir à TV de uma a duas horas por dia aumenta em até 47% o risco de obesidade na infância. Quanto maior o tempo em frente ao aparelho, mais o exercício físico fica em segundo plano. Essa máxima também vale para outras telas (tablets, celulares e videogames).

É por isso que o estímulo à prática de atividades deve começar cedo. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é necessário mexer o esqueleto pelo menos cinco vezes por semana, durante 30 minutos cada.

Para quem tem dificuldade de aderir aos exercícios, um bom começo é jogar games com sensores de movimento, que ajudam no desenvolvimento da noção de espaço e de consciência corporal. Brincadeiras, como pega-pega e as cantigas de roda, também devem ser estimuladas. Outras práticas que atraem o interesse infantil são skate, patins e bicicleta. O melhor de tudo é que podem ser praticados ao ar livre.

Sem ameaças ou punições

É importante que a criança passe por todo esse processo sabendo exatamente por que precisa emagrecer. Converse com ela sobre obesidade e exponha os riscos da doença. Ela precisa saber quais são os problemas e como as mudanças dos hábitos alimentares são importantes para a melhoria da saúde. Deixe bem claro que os quilos a mais vão muito além da estética.


Tudo deve ser feito de forma tranquila, cuidando para que ele não se sinta mal. O aspecto psicológico tem papel preponderante na perda de peso. Por isso, nunca dê apelidos relacionados à balança e evite criticar a criança a todo momento. Assumir o papel de fiscal do prato também é prejudicial, uma vez que tal atitude pode constranger seu filho e ainda incentivá-lo a assaltar a geladeira durante a madrugada.

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