Meu filho é muito inteligente! Será super dotado ?

Você sabia que nascem três superdotados em cada cem pessoas, independentemente de raça, sexo ou classe social ?

Isso significa que, dos cerca de 4 milhões de brasileiros que devem nascer este ano, 120 mil merecem estar nessa categoria .Em geral, eles desenvolvem espontaneamente o seu talento – daí fenômenos como os de crianças que até aprendem a ler sozinhas.

Mas atenção : a criança que aprende a ler , andar ou falar mais rápido não necessariamente é superdotada .

É algo muito mais comum do que as pessoas imaginam : as estimativas mais conservadoras giram entre 2% a 5%. Isso quer dizer que praticamente toda sala de aula tem alguém com esse perfil.

Vale ressaltar que a superdotação não está relacionada a grupos raciais específicos ou ao nível socioeconômico. No entanto, o estímulo ambiental adequado faz toda diferença para que esse potencial, herdado geneticamente, se desenvolva plenamente.

Os superdotados têm raciocínio e aprendizagem rápidos, são curiosos, pesquisadores natos. Na infância, tendem a querer conviver mais com os adultos e podem ter problemas de interação social. Muitos apresentam baixo desempenho escolar por acharem as aulas desestimulantes e sem nenhum desafio.

A maioria dos pais percebe as altas habilidades antes que a criança complete cinco anos. O ideal é procurar um psicólogo experiente no assunto, que poderá fazer testes psicométricos e uma avaliação neuropsicológica para identificar se as potencialidades estão realmente acima da média de outras crianças.

COMO DIAGNOSTICAR ?

Então, como saber se existe mesmo algo diferente e que merece um acompanhamento? Especialistas concordam que as crianças com superdotação podem demonstrar maior facilidade nas áreas da linguagem, na socialização ou no desempenho escolar. Veja alguns outros sinais:

  1. Vocabulário superior ao esperado para a idade.
  2. Nível de leitura acima da média do grupo.
  3. Observação acurada.
  4. Raciocínio incomum.
  5. Disposição de liderança.
  6. Relacionamento aberto e receptivo.
  7. Sensibilidade aos sentimentos dos outros.
  8. Atenção prolongada e centrada nos assuntos de seu interesse.
  9. Grande curiosidade a respeito de objetos, situações ou eventos.
  10. Tendência a começar sozinha as atividades e a dar prosseguimento nos interesses individuais.
  11. Originalidade de expressão oral e escrita, com constantes respostas diferentes, individuais e não estereotipadas.
  12. Talento incomum para expressão em artes, como teatro, música, desenho, dança.
  13. Habilidade para apresentar alternativas, respostas e soluções para problemas difíceis ou complexos.
  14. Facilidade de decisão.
  15. Habilidade de encontrar relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente não relacionados.
  16. Aborrecimento fácil com a rotina.
  17. Desinteresse por regulamentos e normas.
  18. Gosto pela investigação e pela proposição de muitas perguntas.

O diagnóstico de altas habilidades é complexo e feito por uma equipe multidisciplinar — educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos. É importante salientar que escalas e testes não diagnosticam, mas podem ser ferramentas importantes na identificação de crianças superdotadas. Essa identificação normalmente ocorre nos primeiros anos escolares.

Temos que frisar que alunos com altas habilidades ou superdotação também são amparados pela legislação brasileira para que tenham o professor de apoio na escola regular.

Além disso, também é interessante destacar que a inclusão de crianças com deficiência, distúrbios de aprendizagem e altas habilidades/superdotação exige um currículo diferenciado, adaptado às suas necessidades.

Para lidar com uma criança superdotada em casa, os pais devem ajudar no desenvolvimento psicológico saudável e proporcionar um ambiente que estimule continuamente as capacidades intelectuais da criança. Aos pais cabe, também, aceitar falhas e ajudar a criança a enfrentar dificuldades de qualquer ordem.

Isso significa evitar a supervalorização e as expectativas quanto ao desempenho da criança. É primordial que o aluno com altas habilidades/superdotação se desenvolva em seu próprio ritmo, aproveitando ao máximo suas potencialidades e competências; que seja estimulado a construir novos conhecimentos, ao mesmo tempo em que conviva com parceiros da mesma faixa etária. Propor conteúdos que desafiem a aprendizagem a fim de mantê-lo motivado.

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