Peguei coronavírus, tô livre ?

A COVID-19 é uma infecção viral muito recente e o vírus causador (SARS-CoV-2 ou Coronavírus) ainda está sendo estudado por ter características muito próprias, com comprometimento de várias regiões do corpo e se apresentando com gravidades diferentes em cada pessoa. 

Mas depois de contrair o vírus, será que estou imune ?

Infelizmente não. O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) dos Estados Unidos emitiu uma nota para esclarecer que as pessoas que tiveram covid-19 não estão imunes ao vírus nos três meses seguintes à infecção.

Casos assintomáticos e mesmo brandos de covid-19 não oferecem imunização contra a doença, segundo um novo estudo da Fiocruz divulgado em dezembro. Publicado na Social Science Research Network, o trabalho reforça a ideia de que a reinfecção pelo SarsCov2 é possível e pode resultar em um quadro grave da doença. Ou seja, a população está ainda mais vulnerável à pandemia do que se imaginava.

Esse é um vírus bastante novo e ainda não o conhecemos bem. Existe uma certa imunidade quando a pessoa é infectada, mas, no caso da covid-19, não sabemos por quanto tempo.

CORONAVÍRUS E NOVAS MUTAÇÕES

Todos os vírus respiratórios possuem a capacidade de se modificarem. Se a mutação é mínima, as chances de de reinfectar, a princípio, é baixa. Mas se a mudança for maior, há mais chances de pegá-lo novamente.

O Ministério da Saúde define como reinfecção a situação de uma pessoa que recebeu positivo em um teste do tipo PCR para coronavírus  e, 90 dias depois ou mais, novamente testou positivo —e, além disso, o sequenciamento do genoma das amostras apresentou duas cepas virais diferentes.

O novo vírus  tem passado por quase duas mutações por mês, e estas geram subgrupos de vírus, as cepas.

Por isso o sequenciamento genético é tão importante para provar uma reinfecção: ele demonstra que se trata de duas infecções diferentes, e não do “ressurgimento” ou fortalecimento do mesmo agente infeccioso em um primeiro adoecimento.

NOVA MUTAÇÃO, MAIS LETAL?

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus declarou que a mutação da covid-19 é esperada, mas que a organização está trabalhando em conjunto com os países para entender de que maneira essas modificações afetam a população. Tedros disse ainda que a vacinação não pode ser usada como desculpa para que todos deixem de tomar cuidados e que a mutação do vírus não é considerada mais letal do que a anterior.

A nova mutação do coronavírus seria 70% mais transmissível que a anterior, segundo um levantamento preliminar elaborado por autoridades britânicas e confirmados pela OMS.

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