Novas variantes do coronavirus reduzem a eficácia das vacinas

Após o caso do italiano vacinado com o produto da Pfizer ter contraído o Sars-Cov 2 da variante de Manaus (P.1), o alerta foi ligado em milhões de pessoas vacinadas: será que estamos seguros?

O vírus continua sendo o mesmo, mas agora ele tem, digamos, versões alternativas. E é essa história que estamos acompanhando : cada variante do Sars-CoV-2 é um arranjo diferente do Sars-CoV-2 original.

Até agora, sabemos que algumas das variantes são mais contagiosas e podem levar a uma menor eficácia de algumas vacinas dependendo do tipo de imunizante , pois a mutação é capaz de driblar o sistema imune por alterar o ponto de ligação entre o vírus e a célula , chamada de spike.

Esse é o local de ação das vacinas de Oxford-AstraZeneca, Moderna, Pfizer e Novavak.

E AGORA? AS VACINAS NÃO PROTEGEM?

A Coronavac pode levar vantagens sobre outras vacinas mesmo tendo índices de eficácia inferiores que outros imunizantes contra a Covid-19. Segundo virologistas e microbiologistas ouvidos pela BBC News Brasil, a CoronaVac possivelmente terá sua eficácia menos afetada por variantes, embora as pesquisas ainda precisem ser concluídas.

A chave para a possível vantagem da vacina sino-brasileira está no material genético que ela utiliza.

A vacina chinesa contém o vírus inteiro inativado da Sars-CoV-2, enquanto as demais vacinas , como a de Oxford, injetam no organismo humano genes da spike do coronavírus – justamente o local que está diferente nas novas variantes , tornando-o camuflado ao sistema imune.

Ao injetar o vírus inteiro inativado, a CoronaVac induz anticorpos que interagem com todas as outras 20 a 30 proteínas do vírus. Embora esses anticorpos não neutralizem (o vírus), eles reduzem o grau de infecção e a transmissão.

MAS NADA DE PÂNICO!

Segundo Sue Ann Costa Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil, amostras da cepa P.1 coletadas de pacientes de Manaus foram enviadas há duas semanas para Oxford para testes. Ela diz que os resultados devem sair em breve e destaca que a instituição estima 10 semanas para adaptar a vacina para as novas cepas, se preciso.

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