Nova variante possui maior gravidade em crianças ?

Várias notícias e muitas dúvidas: afinal , a nova variante atinge mais as crianças?

A variante do Amazonas , mais infecciosa e transmissível, presente em todos os estados brasileiros, elevou as taxas de internações, mortes e novos casos, principalmente de pessoas mais jovens, entre 30 e 50 anos.

O que chama a atenção no caso desta variante P1 é que as mudanças ocorreram nos genes que codificam a espícula, estrutura que fica na superfície do vírus e permite que ele invada as células do nosso corpo.

Isso pode deixá-lo  ainda mais infeccioso. Segundo estudos conduzidos pela Universidade de São Paulo em colaboração com o Imperial College London e a University de Oxford, a nova linhagem é provavelmente mais transmissível do que outras e pode ter a capacidade de escapar da imunidade adquirida, levando a casos de reinfecção.

E com tantas casos de crianças e bebês doentes ou morrendo, será que esse novo vírus não afeta mais a população infantil ?

Não. Não há nenhuma evidência, baseando-se na análise dos boletins epidemiológicos do Ministérioda Saúde, que mostre um perfil particularmente mais grave da doença em crianças e adolescentes em 2021.

Apesar da escalada da pandemia no Brasil, um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria e publicado na semana passada aponta que caiu em 2021 o número de crianças e adolescentes, de 0 a 19 anos, que foram internadas ou morreram por causa da covid-19.

A letalidade das crianças que morreram após serem hospitalizadas com a doença caiu de 7,42% em 2020 para 5,3% em 2021.

E uma explicação possível para isso é que crianças têm menos “portas de entrada” (receptores ACE2) que o vírus usa para entrar nas células do nosso corpo.

“Ao contrário do que supõem de que essa variante está atingindo mais as crianças, não é verdade. O número absoluto terá um aumento de casos, mas em distribuição proporcional as crianças estão sendo menos atingidas” disse o presidente do departamento científico de imunizações da SociedadeBrasileira de Pediatria, Renato Kfouri.

Os índices divulgados pelo estudo foram calculados proporcionalmente, ao longo de 2020 até março deste ano, com base nos registros atualizados do Ministério da Saúde.

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