Por que minha filha me odeia ?

De repente, a sua princesinha , obediente e companheira dá lugar a um jovem que contesta, pede privacidade, tem suas próprias escolhas de roupas e de amizades , que nem sempre irá te agradar … é , chegou a adolescência.Para muitos pais é difícil saber como lidar , com as contestações e com o fato de não se estar mais diante do filho pequeno e obediente e é aí que os conflitos começam.

É um momento de descobertas, em que o jovem experimenta e testa limites. É também quando se amplia a visão de mundo, de si e do outro, pois ele questiona tudo o que foi aprendido com os adultos.

Quando era criança, seu filho contava tudo para você. Agora que é adolescente, ele não conta nada. Quando você tenta conversar, ele dá respostas curtas ou então começa uma discussão que transforma seu lar num campo de batalha.Como não afastá-los ? E por que não devemos permitir ? Ora , um bom diálogo e relacionamento entre pais e filhos é essencial nesta cruzada , pois existem chances reais do seu filho tomar um caminho perigoso. Para isso não basta estar lá , mas sim caminhar junto .

Os erros mais comuns dos pais de adolescentes

Para conviver bem com adolescentes, não se deve cair em provocação, bater de frente ou levar o assunto para o lado pessoal quando um conflito acontece. Educar não é um jogo em que se determinam vencedores e perdedores. O adolescente precisa ter do adulto uma posição firme, mas respeitosa.

E quais os erros mais comuns ? Como evitar que o seu filho se afaste de você ?

1. Exagerar na cobrança

A adolescência é uma fase de muitas cobranças : estudar para um bom futuro, andar sempre em boa companhia , adquirir responsabilidade , não se envolver com drogas.Pais que julgam com frequência bloqueiam os filhos, que se tornam mais distantes .A cobrança precisa ser intercalada com carinho, diversão, momentos descontraídos e diálogos. Muita pressão cansa os dois lados: adolescentes e pais.

Ouça e seja flexível. Para ter uma visão completa do problema, ouça com atenção , sem interromper. Quando disser algo, seja razoável.Sempre que possível, dê orientação em vez de ordens. Então, quando ele tiver de tomar uma decisão, não faça o por ele. Ao conversar sobre o problema, deixe que ele sugira algumas soluções.

2. Não dar espaço

Para se tornar um adulto responsável, seu filho precisa de uma certa autonomia . É claro que alguns adolescentes querem mais liberdade do que deveriam ter; por outro lado, alguns pais dão menos liberdade do que seus filhos poderiam ter.

O seu filho precisa de espaço e deseja se tornar independente, sem uma investigação completa dos amigos e da sua vida o tempo todo. Fuçar no celular e fazer vistoria no quarto não ajudam. É preciso existir uma relação de confiança , permitindo que o adolescente faça as suas escolhas , respeitando as bases que recebeu da família .Certificar-se de que o seu filho está em segurança é bem diferente de vigiá-lo.

Mas não se esqueça , pais não são amigos! A relação precisa ser hierárquica. Isso não significa que tenha de ser ruim. A diferença é que, com amigos, temos relações de igual para igual.Pais podem ser legais e compreensivos , mas serão sempre pais .

3. Chantagem

Ameaçar cortar a mesada, a balada ou a internet são muito comuns . Assim como dizer que, enquanto ele viver às suas custas e na sua casa , não poderá tomar certas atitudes. Isso é uma chantagem e não educa!Os pais devem explicar as razões e riscos para evitar aquele comportamento .

A ameaça fará o seu filho obedecer , com certeza, mas somente para não perder aquele benefício.

Os adolescentes dão trabalho. Mas é essencial agir com cautela : as reações precisam ser proporcionais aos fatos.Se o seu filho entrou em coma alcoólico é uma coisa, se chega cheirando a bebida é outra. Para o adolescente, o problema é a bronca. Ele não pondera se suas atitudes podem ser perigosas. Por isso, converse com calma, para entender as razões que o levaram a fazer escolhas erradas. Descubra se é algo frequente e explique as consequências.

Seja breve. Você não precisa dar um longo sermão para cada problema. Diga o que precisa ser dito e pare por aí. Isso poderá surtir efeito mais tarde. Quando seu filho estiver sozinho, ele terá condições de pensar melhor no que você disse. Dê a ele a chance de fazer isso.

4.Não entender que o filho cresceu

As crianças são muito ligadas aos pais. Mas, na adolescência, há um afastamento natural, para que os filhos possam testar sua independência e autonomia. E isso não significa que os jovens não gostam mais de seus pais. Os adultos devem entender esse momento e dar mais liberdade (claro, com limites).

É um erro impedir que os adolescentes tenham experiências novas, afinal, eles cresceram e precisam disso para a construção da identidade.

Os pais costumam dizer aos filhos que sabem perfeitamente pelo que eles estão passando, pois já viveram tudo aquilo. E, portanto, acham que podem dizer qual é o melhor caminho.Por mais que tenhamos ideia de como é, agora é a vez deles. Lembre-se de que é impossível impedir o sofrimento dos filhos.

Tenha conversas descontraídas. Aproveite os momentos em que seu filho está mais à vontade para conversar. Por exemplo, os adolescentes se abrem mais quando estão fazendo alguma tarefa doméstica ou andando de carro, ocasiões em que estão lado a lado com os pais, não frente a frente com eles.

Não há razões para desespero. O conflito eventual ou pontual é mais do que compreensível e natural nesse caso. Afinal de contas, jovens e adultos vêem as coisas de modo diferente, do alto da experiência de vida que cada um tem. Ou você, pai, já se esqueceu que foi jovem um dia?

Fica a dica.

Um comentário

  1. Dra Fernanda boa tarde,
    Como me encontro chocada e ferida sinto muita dor no coração como na época que perdi minha mãe,hoje com 63 anos minhas filhas me desprezam ,fiz tudo sozinha desde elas pequenas meu marido namorador só chegava tarde em casa ele nem conhece o pediatra delas agora o pai e avó joga elas contaram mim debocham de mim até o meu seguro médicos eles usam não sou um traste para eles não atende meus telefonemas como é difícil viver em família

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