Novas variantes do coronavírus e a eficácia das vacinas

Uma segunda variante brasileira foi detectada nesta semana em Minas Gerais e deixou toda comunidade científica em alerta . Mas acalme-se , é importante lembrar que é comum, durante qualquer pandemia, que vírus sofram mutações conforme são transmitido de pessoa para pessoa.

A maioria dessas mutações não costuma preocupar. Algumas, no entanto, são consideradas críticas quando alteram índices como transmissibilidade (ou a facilidade com que a doença se espalha) e mortalidade (o número de mortes relacionadas ao vírus) , como no caso da variante de Manaus que atinge todo estado de São Paulo .

Saiba que o vírus continua sendo o mesmo, mas agora ele tem, digamos, versões alternativas. E é essa história que estamos acompanhando : cada variante do Sars-CoV-2 é um arranjo diferente do Sars-CoV-2 original.

Até agora, sabemos que algumas das variantes são mais contagiosas e podem levar a uma menor eficácia de algumas vacinas dependendo do tipo de imunizante , pois a mutação é capaz de driblar o sistema imune por alterar o ponto de ligação entre o vírus e a célula , chamada de spike.

Esse é o local de ação das vacinas de Oxford-AstraZeneca, Moderna, Pfizer e Novavak.

E AGORA? AS VACINAS NÃO PROTEGEM?

Sim , protegem e você deve tomar a vacina .

Coronavac : Um estudo realizado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) demonstrou eficiência de 50,7% a partir de duas semanas e de 73,8% a partir de cinco semanas após a vacinação completa do imunizante do Instituto Butantan (Coronavac) contra o coronavírus.

Oxford : Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, publicaram em artigo científico o estudo que confirma a eficácia da vacina AstraZneca/Oxford contra a variante P1, identificada pela primeira vez em Manaus. O estudo, que coleta informações da variante há mais de um mês, já havia sido divulgado na versão preliminar.

Pfizer : Além da vacina AstraZeneca, o estudo também apontou eficácia para o imunizante Pfizer contra a variante. A notícia traz alívio pois, além de mais rapidamente transmissível, a variante amazônica do coronavírus pode ser mais letal do que a versão mais conhecida do vírus. Segundo a pesquisa, a proteção oferecida pela vacina é de mais de 70% contra a nova linhagem.

Se a eficácia fica acima dos 70% nos casos leves, precisamos lembrar que ela chega a 100% quando se trata de casos graves e hospitalização. É uma notícia excelente para a saúde pública.

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