Tenho medo de febre por causa da convulsão

Ouço com frequência esse tipo de comentário. Quando a criança tem febre o fantasma da convulsão assombra muitas mães. É comum ouvir : “febre alta dá convulsão”, “não deixo vir a febre para não dar convulsão”, “febre dá convulsão e é perigoso”. Na verdade, nada disso é verdade .
 
A convulsão febril é a convulsão que ocorre durante um episódio de febre em crianças entre os 6 meses de vida e os 6 anos de idade.
 
POR QUE ISSO ACONTECE ?

Olha , nem toda criança, mesmo com febre alta, vai convulsionar.
Existem fatores genéticos relacionados. Pode ocorrer em temperaturas menores de 38 graus e até com um simples resfriado. Sim, não é sinal de infecção grave , mas uma consequência da imaturidade do sistema nervoso da criança.

Isso acontece devido ao cérebro das crianças ainda ser imaturo e, por isso, mais suscetível às convulsões com o aumento rápido da temperatura corporal. Conforme o sistema nervoso central vai amadurecendo, as chances de um novo episódio ocorrer fica menor.

COMO ELA É?

Geralmente a criança apresenta por contrações fortes de todo o corpo (braços e pernas) e perda da consciência. Esse tipo de convulsão é chamada de tônico clônica generalizada e, na grande maioria das vezes, a duração é curta, cerca de 5 minutos .


 

O QUE EU FAÇO?

1. Mantenha a calma.
2. Coloque a criança num local seguro.
3. Vire a cabeça ou o corpo da criança de lado para evitar a aspiração da saliva.
4. Não segure a língua ou segure braços e perdas da criança enquanto estiver na convulsão.
5. Afrouxe as roupas que estiverem apertadas.
6. É preferível esperar que a criança pare de convulsionar para levá-la ao hospital. Em geral essas convulsões não duram mais que alguns minutos.
7. Assim que possível, levá-la ao pronto-socorro para avaliação médica.

EXISTE TRATAMENTO ?

Por se tratar de uma doença benigna, sem complicações após o episódio, não há tratamento específico. O que eu oriento aos pais é a vigilância rigorosa da temperatura e uso de antitérmico em temperaturas acima de 37,5 , mas apenas em crianças que já tiveram o diagnóstico confirmado de convulsão febril .

Não devemos usar antitérmico de forma frequente por medo de convulsão, já que os episódios ocorrem em apenas 5% das crianças.

Em alguns casos o uso de fenobarbital pode ser indicado , após avaliação com o neurologista.

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