Autismo leve e seus sintomas : diagnóstico difícil e tardio

A síndrome de Asperger é uma condição que faz parte do transtorno do espectro autista , o TEA. Os transtornos do espectro autista são distúrbios que afetam o desenvolvimento neurológico caracterizados principalmente pela dificuldade de comunicação e de interação social, além de padrões de comportamentos repetitivos e restritivos.

Possui os mesmos sintomas do autismo, mas em uma escala menor. Os pacientes normalmente apresentam dificuldade para se comunicar e tendem a repetir frases ou falas de forma mecânica, porém, essa dificuldade não tem um impacto tão nítido em suas interações e relações sociais.

Não há atraso na fala e a vida é praticamente normal. Na infância, as crianças ficam isoladas na escola, gostam de uma só brincadeira ou de falar apenas sobre coisas pelas quais se interessam, mesmo que os outros não gostem desses assuntos, e não raro sofrem bullying.

Entre as suas principais características estão a dificuldade de manter conversas e compartilhar pensamentos e emoções; de compreender e usar a linguagem corporal; oposição a regras e interpretação literal de falas, incluindo a incapacidade de entender sarcasmo, ironia, duplo sentido e outros recursos de tom de voz.

A criança fala muito bem, podendo se expressar de forma rebuscada. Consegue ser mais independente, embora apresente comportamentos ‘estranhos’, no que diz respeito à interação social. Esses crianças costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo – quando gostam do tema “dinossauros”, por exemplo, falam repetidamente nesse assunto.

Os adultos podem ser ótimos profissionais se tiverem uma rotina bem planejada, desde que executem um trabalho que não envolva riscos, surpresas e imprevistos e que eles não precisem liderar uma equipe.

LEVE, MAS NECESSITA DE ACOMPANHAMENTO

Apesar do autista leve ter uma vida semelhante à nossa, não significa que não enfrente dificuldades no dia a dia. A maior delas é a interação social.

Eles podem ter dificuldade de entender e expressar emoções, ter um pensamento muito concreto, uma interpretação mais literal, dificuldade para entender metáforas, piadas e ironias. Em outras palavras, não conseguem perceber o que é dito nas entrelinhas nem pensar de forma abstrata. Tudo isso pode acontecer em maior ou menor intensidade, dependendo do autista.

Alguns podem fazer movimentos repetitivos com as mãos quando ficam ansiosos, apresentar distúrbios como a ecolalia (repetição mecânica de falas ou frases), uma entonação de voz diferente, além de serem ingênuos e inflexíveis.

É importante lembrar que a síndrome de Asperger (assim como qualquer outro nível de autismo) não é uma doença, e sim uma condição. Não há, portanto, uma cura, mas existem tratamentos e terapias comportamentais que podem ajudar as crianças com diagnóstico de autismo a conviver melhor com outras pessoas e ter mais autonomia.

COMO LIDAR COM A SÍNDROME DE ASPERGER NO APRENDIZADO ?


As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.

Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração.

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